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Série B

Crise persistente faz Tricolor se distanciar dos coirmãos

Especialistas apontam que o Paraná precisa se reorganizar logo para não se consolidar como um clube de menor expressão

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As dificuldades do Paraná, que se arrastam (e se agravam) há quase três anos, levantam uma dúvida: qual o impacto para o mercado do futebol do estado de ter um time importante em crise? A Gazeta do Povo ouviu quatro especialistas da área e a conclusão é uma só: os problemas do Tricolor dizem respeito somente a ele mesmo. Na busca por patrocínios, parceiros e, mesmo na contratação de atletas, Atlético e Coritiba enfrentam o cenário difícil de sempre – independentemente da situação do coirmão, atolado em dívidas e ameaçado de cair para a Série C.

"Não atrapalha os outros dois, até porque estão em um patamar acima. Somente reforça essa superioridade, polariza ainda mais a tor­­­cida e as receitas", afirma Erich Beting, jornalista, criador do site Máquina do Esporte, referência na cobertura de negócios esportivos.

"Os clubes estão descolados nesse sentido. O Atlético vive uma situação muito confortável e nós vemos o Coritiba em processo de reorganização", referenda Amir Somoggi, diretor da área de esportes da consultoria Crowe Horwath.

Outros dois especialistas, que já se dedicaram ao Furacão e ao Tri­color, confirmam a tese e apontam caminhos para fugir da crise. "É preciso criar um projeto de expansão, sair do estado, novas alternativas de renda, diminuir a diferença orçamentária para os clubes de fora com criatividade. Se ficar na vala comum, um abraço", diz Mau­­­ro Holzmann, ex-Atlético, hoje na Traffic, empresa de marketing esportivo.

"O Paraná precisa se reinventar em sua relação com o mercado. É necessário ter mais agressividade. Mas é claro que para despertar interesse das empresas, os clubes devem estar fortalecidos no futebol e em sua gestão", declara Ernani Buchmann, presidente do penta paranista, em 1997, e publicitário.

Procura por soluções que, segundo Beting, é muito complicada. "Essa falência esportiva do clube comprova que só há espaço para dois times em Curi­tiba. É uma triste realidade. Em Campinas há essa discussão com Guarani e Ponte Preta."

Buchmann discorda: "Essa questão de dois ou três clubes é relativa. O Rio, por exemplo, tem muito mais. No mercado de alta competição, eu entendo que é complicado. Mas todos podem sobreviver, cada um no seu universo."

Paraná x Icasa

O jogo de ontem terminou após o fechamento desta edição.

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