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Futebol americano

Crocodiles é bi no Brasil Bowl

Vitória sobre o João Pessoa Espectros veio em virada nos últimos seis minutos de jogo

Jogadores do time paranaense comemoram o segundo título consecutivo no gramado do Couto Pereira | Henry Milléo/Gazeta do Povo
Jogadores do time paranaense comemoram o segundo título consecutivo no gramado do Couto Pereira (Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo)
Cerca 6,5 mil pessoas acompanharam a partida final |

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Cerca 6,5 mil pessoas acompanharam a partida final

Decisão foi bastante disputada, só definida na prorrogação |

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Decisão foi bastante disputada, só definida na prorrogação

O Coritiba Crocodiles sagrou-se campeão do Brasil Bowl pela segunda vez consecutiva, ontem, no Couto Pereira. E a vitória por 23 a 17 sobre o João Pessoa Espectros veio com uma dose grande de emoção: a seis minutos do fim da partida, o Croco perdia por 17 a 3, e a partida parecia perdida antes de uma reação avassaladora que só terminou na prorrogação.

O confronto foi bastante equilibrado no primeiro tempo, com as duas defesas levando grande vantagem. Apenas um field goal (chute que vale três pontos) deu ao Croco a vantagem de 3 a 0 antes do intervalo. As emoções ficaram para a metade final, quando o João Pessoa empatou e, com dois touchdowns (12 pontos, além de 2 pontos adicionais com o chute extra), aproveitando erros do ataque alviverde, ficou em grande vantagem.

Alguns torcedores chegaram a deixar o estádio, mas os que permaneceram continuaram a apoiar. Ao som de "eu acredito", os Crocodiles reagiram e, após o touchdown (6 pontos, mais 1 ponto adicional) de Adan "Ochonueve", não se calou mais – faltava menos de um minuto quando o placar foi igualado, em um novo touchdown.

No tempo extra, disputado em morte súbita, o primeiro time que marcasse levaria o título. E, para piorar, o sorteio deu a primeira chance de atacar aos Espectros. Mas a oportunidade dos paraibanos foi interrompida na terceira jogada, quando um lançamento foi interceptado por Chicão, da defesa dos Crocodiles.

Com a chance em suas mãos, o Coritiba não perdoou. Bastaram três jogadas para que o full back (jogador do ataque responsável por jogadas curtas em meio à defesa adversária) Alexandre chegar à linha de fundo e soltar o grito de campeão dos mais de seis mil torcedores presentes no Couto Pereira.

"Não existe jogo perdido aqui", disse o linebacker (espécie de zagueiro) Vicente Brasil, em meio à festa com a torcida alviverde. O wide receiver (responsável por receber os lançamentos) Preds Joe foi um dos exemplos do esforço do Croco, ao atuar o último período com as costelas machucadas e um tornozelo torcido.

"Nessa hora não tem dor, não tem sensação que me faça parar de jogar. Era esquecer isso, por saber que, mesmo que a vitória parecesse distante, nunca deixamos de acreditar", disse o camisa 80, visivelmente emocionado e cumprimentado até mesmo pelos seus adversários.

O público, de 6.406 torcedores, foi bom, mas não superou a maior marca da história, estabelecida na Arena Pernambuco há duas semanas: pouco mais de 7 mil espectadores acompanharam o jogo entre João Pessoa Espectros e Recife Mariners, que deu ao time paraibano a chance de enfrentar o Croco em Curitiba.

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