
38 times, 40 jogos e praticamente 12 horas ininterruptas de rúgbi sete abrem a temporada 2010 em Curitiba. Essa maratona está marcada para hoje. Amanhã, acontecem as finais e mais 30 partidas na 4.ª etapa do Circuito Brasileiro. Jogos femininos, juvenis e adultos suficientes para o público se ambientar ao novo esporte olímpico.
Em 2009 o rúgbi sete e o golfe foram escolhidos para integrar a programação da Olimpíada do Rio-2016. "Somos os mais novos no pedaço. Carinhosamente nos chamam de New Kids On The Block (banda de adolescentes norte-americanos criada em 1984)", brinca Sami Arap, presidente da Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu), que era associação até o ano passado e está em processo de formalização.
Uma mudança de status e de possibilidades. A inclusão no cenário olímpico intensificou a reestruturação do esporte. Um dia após a bola oval "rolar" em Curitiba, o planejamento estratégico 2010-2016 será apresentado no site oficial da Confederação. A intenção é traçar as metas para o grande retorno do esporte ao maior evento esportivo do planeta o rúgbi foi disputado nos Jogos de 1900, 1908, 1920 e 1924.
Curitiba fará parte deste projeto. O estado é considerado o segundo polo do esporte, atrás de São Paulo. Aqui fica um dos três campos oficiais do país. Outro está na capital paulista e o terceiro em São José dos Campos-SP. "O Paraná é um estado muito importante e com certeza vai receber seleções e jogos das equipes nacionais durante a preparação olímpica", explicou o dirigente.
"Além do campo, temos ginásio, alojamento, academia. Uma boa estrutura", garante o presidente do Curitiba Rugby Clube, Juarez Villela Filho.
A formação de seleções adultas e de base masculinas e femininas da categoria sete faz parte do planejamento. "Estamos partindo do nada. Hoje o rúgbi vive de paitrocínio ou do esforço do próprio do atleta que paga para jogar, como os custos como passagem e hotel. Não digo que a médio prazo dará para viver do rúgbi, mas vamos montar um projeto para dar condições de administração das equipes", explicou Arap.
Para isso, a Confederação sai de um orçamento anual de R$ 30 mil (referente às inscrições dos atletas nos torneios nacionais) para pleitear no Comitê Olímpico Brasileiro (COB) cerca de R$ 1,5 milhão proveniente da Lei Agnelo Piva.
Caso o investimento seja aprovado, a CBRu almeja colocar a seleção feminina entre as seis melhores do mundo (hoje é 10.ª) e incluir a seleção masculina no cobiçado grupo das 24 melhores com presença garantida na Copa do Mundo. A equipe atualmente ocupa a 30.ª posição.
Esse montante não se refere à criação de centros de excelência e nem contempla o ambicioso projeto de realizar pela primeira vez uma Copa do Mundo de rúgbi no país, cujo custo é estimado em US$ 10 milhões (ou R$ 18,6 mi). O Rio de Janeiro é candidato a receber o evento marcado para 2013.



