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Copa 2010

Curitiba reforça tática de isolamento da seleção

CT do Caju está preparado para cinco dias de reclusão do time de Dunga no período pré-Copa. Seleção não terá contato algum com fãs na capital

Fachada do Centro de Treinamento do Caju, local que vai abrigar uma reclusa seleção brasileira no mês de maio, às vésperas do embarque para a África do Sul | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
Fachada do Centro de Treinamento do Caju, local que vai abrigar uma reclusa seleção brasileira no mês de maio, às vésperas do embarque para a África do Sul (Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo)

Entre a noite de 21 e a manhã de 26 de maio a seleção brasileira fará o último período de treinamento antes da Copa do Mundo no Brasil. O local escolhido foi o CT do Caju, mas isso está longe de significar que o time de Dunga viajará para África do Sul após um estreito contato com a torcida paranaense.

Na propriedade atleticana, o escrete nacional ficará totalmente isolado. Fora as dependências do CT, a única coisa que Kaká, Robinho e cia verão na região de Curitiba será o trajeto entre o aeroporto Afonso Pena e o bairro do Umbará, onde fica o Caju – deslocamento que não dura mais do que 20 minutos.

A passagem da seleção pelo Paraná seguirá o mesmo roteiro que será visto no Mundial, com pouquíssimo acesso de fãs e jornalistas aos jogadores e à comissão técnica. A ideia é não repetir os abusos de Weggis, na Suíça, local em que antes da Copa de 2006 uma festa a cada dia era promovida ao grupo brasileiro.

Para evitar que visitantes indesejáveis incomodem, vários pedidos foram feitos ao Atlético. Desativada, a entrada através do portão do miniestádio deve ser reaberta apenas para acesso de integrantes do estafe da CBF. Funcionários do Furacão só serão permitidos se estiverem atuando nos serviços de atendimento à equipe de Dunga e nem os porteiros do Rubro-Negro trabalharão sozinhos.

"Quando um proprietário aluga uma casa não fica indo lá para perturbar o inquilino. A casa será da seleção brasileira que terá toda estrutura para, com tranquilidade, fazer as atividades necessárias", afirma a 2.ª vice-presidente rubro-negra Yara Eisenbach.

As necessidades exatas da equipe nacional serão conhecidas durante essa semana, quando é aguardado um relatório definitivo vindo da CBF. Porém, já se sabe que o time atleticano – que estará disputando o Bra­­sileirão no período – não deverá treinar no Caju. As dependências para a imprensa serão aumentadas, mas ainda não está sacramentado se uma estrutura provisória será erguida no primeiro campo, logo na entrada do CT, ou a sala que normalmente atende aos jornalistas (colada à portaria principal) será ampliada de forma definitiva.

Por outro lado, pelo menos um treinamento em Curitiba deverá ser aberto. Até a ideia do erguimento de uma arquibancada provisória foi discutida, mas já praticamente descartada. Dois campos foram solicitados pela seleção e neles atividades físicas e os primeiros contatos com bola (tudo muito leve, nada de coletivo) serão realizados.

No entanto, até mesmo nessas atividades haverão restrições. As únicas marcas que podem aparecer são as comercializadas pela CBF. Placas e patrocinadores do Furacão serão retirados.

"Isso não nos atrapalha em nada. Já é previsto em contrato que para casos excepcionais, como receber a seleção, não podemos anunciar nada", diz o diretor de marketing atleticano Paulo Verardi. "Não existe um cálculo de quanto iremos ter de retorno. Pela visibilidade da seleção, certamente teremos uma exposição global muito grande", avalia.

O fato de abrigar a seleção pentacampeã mundial já gerou o contato de outro selecionado que vai para a Copa. Conforme a reportagem apurou, trata-se de uma seleção sul-americana, mas que tem o nome guardado a sete chaves para não atrapalhar as negociações.

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