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Dagoberto não joga mais em 2005. nesta segunda-feira, o jogador atleticano foi submetido a uma ressonância magnética na qual foi constatada uma distensão no músculo posterior da coxa esquerda. O tempo para a recuperação da lesão é de três semanas. Soma-se a isso no mínimo mais sete dias para recuperar o condicionamento físico e o Campeonato Brasileiro já terá acabado. As informações são do repórter Marcio Reinecken, da Gazeta do Povo.

"Não tem mais nem o que falar. Sei lá", foi a primeira reação de Dago após ser informado pelo médico do clube, Daniel Tenius, sobre a gravidade da contusão. Minutos antes, por telefone, o jogador ainda se mostrava confiante em uma recuperação rápida. "Tenho certeza de que não foi nada demais", dizia à reportagem da Gazeta do Povo.

Esta é a terceira contusão muscular do atacante em menos de quatro meses. A primeira ocorreu no retorno aos gramados após a cirurgia no joelho direito: vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, dia 10 de julho, na Arena. Ao puxar um contra-ataque, cinco minutos depois de entrar em campo, o jogador sentiu a coxa direta e teve de ser substituído.

A segunda contusão foi no dia 17 de agosto, quando o retorno já estava anunciado para a partida contra o São Paulo. Em um treino leve no CT do Caju, Dagoberto deu um pique e sofreu uma ruptura no mesmo músculo da coxa direita, mas logo abaixo da lesão anterior.

A terceira foi no domingo, agora na coxa esquerda. O atleta tentava dominar a bola quando recebeu uma solada do volante Alceu, no fim do primeiro tempo do jogo contra o Palmeiras. Ao cair, sentiu uma forte dor, mas ficou em campo para ver se a dor passava. Não passou.

A lembrança do lance faz Dago se irritar com a forma como vem sendo caçado em campo pelos marcadores. "Depois do lance ainda fui falar com o Tardelli (Wágner, árbitro da partida). Toda vez que pego na bola é falta. Não posso dominar, que vem alguém na maldade e me dá uma porrada. E ainda ficam falando que simulo as quedas", diz, lembrando da partida contra o Paraná, quando foi expulso depois levar o segundo amarelo. O árbitro Márcio Rezende de Freitas entendeu que ele havia se jogado dentro da área quando, na verdade, sofreu pênalti.

A seqüência de lesões do jogador que vinha sendo peça fundamental nas últimas partidas do Rubro-Negro ainda não causa estranheza ao departamento médico do clube. A explicação para o jogador ficar mais tempo fora de campo do que dentro ainda é o longo tempo inativo após a cirurgia no joelho – cerca de oito meses, entre dezembro/04 e julho/05. "Agora é uma contusão nova. O Dagoberto é mais suscetível a isso porque ficou muito tempo parado", explica o médico Daniel Tenius.

A partir de hoje o jogador volta à conhecida rotina fisioterápica: gelo, exames e piscina.

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