
A declaração do vice-presidente de futebol do Paraná, Aramis Tissot, logo após a partida contra o Santo André, criou um clima de ansiedade no elenco. Após a derrota por 3 a 1 na última terça-feira, o dirigente disse que havia jogadores "sem a mínima condição de vestir a camisa do Paraná Clube" e que a diretoria teria de "fazer algumas mudanças".
Ontem, o vice de futebol afirmou que a declaração não significava a formulação de uma lista de dispensas, mas que, à medida que novos jogadores chegassem, alguns teriam de sair. "Mantenho o que disse. Há alguns jogadores que realmente não podem vestir a camisa do Paraná. Mas isso não significa dispensa. Só vamos dispensar jogadores à medida que chegarem outros", reforça Tissot.
Mesmo assim, alguns atletas admitem tensão no grupo por causa da declaração do dirigente. De acordo com o ala-direita Murilo, a situação atinge até mesmo jogadores que não correm risco de sair do clube. "A gente fica ansioso para saber o que vai acontecer. Ainda mais pelo momento que estamos passando. Não é bom ver companheiros de trabalho indo embora", afirma.
O jogador também enfatiza que o elenco não tem nenhum problema de relacionamento. E que por isso o Paraná tem chances de se recuperar na Série B e chegar ao G4. "Não podemos deixar coisas externas interferirem no grupo. Ninguém perde porque quer. Por isso temos de manter o foco", ressalta Murilo.
Já o volante Chicão considera normal a declaração de Tissot. Mas ele preferiu não comentar se o elenco está realmente tenso. "Eu não estava no jogo. Fiquei sabendo disso só por alguns", desconversa.
Para que a declaração não tome proporções maiores, o vice de futebol tricolor diz que pode conversar com os jogadores para prestar esclarecimentos. "Se eu for procurado por eles, converso. E se houver dispensas, eles serão informados no momento certo", explica Tissot.



