Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Série B

Derrota para o Bahia abre feridas do Paraná

Após revés por 1 a 0 dentro de casa, que recolocou o time na briga contra o rebaixamento, goleiro e dirigente criticam a cúpula tricolor

O lateral-esquerdo Henrique coloca a mão na cabeça lamentando o péssimo resultado do Paraná na Vila Capanema | Pedro Serápio/ Gazeta do Povo
O lateral-esquerdo Henrique coloca a mão na cabeça lamentando o péssimo resultado do Paraná na Vila Capanema (Foto: Pedro Serápio/ Gazeta do Povo)

A derrota por 1 a 0 para o Bahia, na Vila Capanema, acendeu novamente o risco de rebaixamento à Série C e expôs de volta os problemas administrativos do Paraná. Após a partida, o goleiro Juninho e o assessor de futebol Paulo César Silva criticaram a postura do presidente Aquilino Romani e de outros diretores do clube, que não estariam acompanhando o dia a dia do departamento de futebol.

A primeira declaração de peso foi do goleiro Juninho, ainda no campo, ao comentar a crise que vem se desenrolando desde o ano passado e que teve o ápice na última quinta-feira, quando o segurança e dois massagistas foram demitidos após uma reunião em que cobraram o pagamento de salários atrasados a membros da diretoria. No próximo dia 5, o salário dos funcionários chega a dois meses de atraso.

"É fácil achar culpados. Mas a diretoria está em falta. Eu reconheço o Guto [de Melo, diretor de futebo] e o Paulo [Cesar Silva, assessor de futebol], mas o presidente e outros nem vieram [à partida]", criticou Juninho.

Na entrevista coletiva do técnico Roberto Cavalo, Melo e Silva demonstraram apoio ao treinador. Mas o assessor de futebol também re­­clamou da falta de ajuda de outros membros da diretoria tricolor. "Esse grupo só não está lu­­tando pelo G4 porque não teve apoio da direção. É um grupo de brio. E não posso falar o mesmo dos meus companheiros [de diretoria]", enfatizou Silva.

O assessor de futebol também mandou um recado aos dirigentes que, nas palavras dele, não estariam ajudando o clube.

"Quem quiser ajudar será bem-vindo. Se não, podem ficar nos cri­­ticando, rindo das cadeiras. Por­­que só eu e o Guto damos a cara pa­­ra bater."

Veneno

Na primeira partida em que o técnico Roberto Cavalo resolveu abrir o esquema tático para atacar o adversário, o Paraná provou do próprio veneno. O contra-ataque, tão bem aproveitado pelo Tricolor nas últimas partidas, foi executado dessa vez pela equipe baiana, que no primeiro tempo chegou ao gol paranista com velocidade.

O gol baiano surgiu aos 7 minutos do primeiro tempo. Na cobrança de falta da esquerda, Joel cabeceou. No segundo tempo, o Paraná pressionou, mas não conseguiu empatar.

Com o péssimo resultado den­­tro de seu território, o Pa­­raná mantém-se na décima colocação, com 43 pontos. Pelo cálculo de Cavalo, se tivesse vencido ontem, a equipe chegaria aos 46 pontos e teria afastado de vez o risco de rebaixamento.

Agora o Tricolor terá que tentar a vitória na próxima terça-fei­ra, contra o América-MG, tam­bém na Vila, para garantir de vez a permanência na Série B.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.