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Cotidiano

Desconhecido, rúgbi desperta a curiosidade dos brasileiros

Pesquisa indica a futura aceitação do esporte no país. Resultado anima os poucos praticantes da modalidade

Treino do Unibrasil/Curitiba Rugby Clube no campo da Paraná Esportes, no Capão da Imbuia | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Treino do Unibrasil/Curitiba Rugby Clube no campo da Paraná Esportes, no Capão da Imbuia (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)

A final da Copa do Mundo de Rúg­­bi, na Nova Zelândia, está mar­­­­­­­cada para 23 de outubro. Uma informação irrelevante para os brasileiros. Quase desprezível até. Pelo jeito, não por muito tempo.

Pesquisa da Deloitte Touche Tohmatsu – empresa de consultoria e auditoria com sede no Reino Unido e escritório no Brasil – aponta que o esporte é desconhecido hoje, porém será amplamente difundido e praticado em um futuro próximo no país.

Apesar de ser a modalidade me­­­­nos conhecida pela população, o rúgbi é creditado pelos mesmos entrevistados como o que mais deve crescer nos próximos anos.

Esse futuro promissor se explica por duas situações recentes. A primeira delas é uma campanha publicitária da Topper, marca de material esportivo, que colocou, de forma bem-humorada, o jogo como algo que "ainda vai ser grande no Brasil". Ao lado disso, a reentrada como esporte olímpico em 2016, justamente no Brasil – o rúgbi está fora do ciclo olímpico desde 1924, em Paris.

"Tudo isso trouxe um grande interesse da mídia e dos setores privado e público para o esporte. E a população está enxergando is­­so", aponta o gerente de marketing e de torneios da Confe­­de­­ração Brasileira de Rúgbi (CBRu), Carlos Eduardo Davoli.

Apesar do avanço, Davoli acredita que é preciso fazer muito mais. "Elas não vão atrás do esporte, é preciso levar até a casa delas e apresentar para crianças e adolescentes. O televisionamento também vai ajudar a popularizar", diz.

A pesquisa também mostra que os principais atributos associados ao rúgbi são força, agressividade, agilidade e brutalidade. Fatores que à primeira vista assustam, mas que são fundamentais para atrair novos praticantes.

"O jovem gosta disso, acha de­­safiador e sente falta de contato físico. Dá uma sensação boa e o rúgbi acaba proporcionando isso. Sem contar que é um esporte democrático. Não importa se é gordo ou magro, pode ter destaque do mesmo jeito", comenta o secretário-geral do Unibrasil/Curitiba Rugby Clube, Juarez Villela Filho.

A modalidade é centrada prin­cipalmente em São Pau­­lo, mas o avanço já é percebido a olhos vistos também no Paraná. Inima­ginável há menos de dez anos, o estado tem competições que contemplam primeira e segunda divisão.

A capital é onde residem mais praticantes. "Curi­­tiba se tornou uma metrópole, com bastante estrangeiros e colônias francesa e argentina razoavelmente grandes [países com tradição no esporte]. Os estrangeiros e os filhos procuram o rúgbi porque já conhecem, e com isso vão puxando outros jovens daqui", explicou Villela.

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