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Brasileiro

Desgaste de Paulo Baier preocupa o técnico Carpegiani

O zagueiro rubro-negro Rhodolfo agarra o atacante Jobson no Rio de Janeiro: apesar do empate, atuação da defesa não manteve a boa média das últimas partidas | Rafael Moraes/  Jornal do Brasil
O zagueiro rubro-negro Rhodolfo agarra o atacante Jobson no Rio de Janeiro: apesar do empate, atuação da defesa não manteve a boa média das últimas partidas (Foto: Rafael Moraes/ Jornal do Brasil)
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Fundamental no empate com o Botafogo, o meia Paulo Baier já vi­­rou uma preocupação para o técnico Paulo César Carpegiani. O treinador teme o desgaste do jogador mais experiente do elenco atleticano, de 35 anos, diante da necessidade de utilizá-lo principalmente nos jogos na Arena.

"Ele é titularíssimo da equipe, mas é quase desumano este ritmo de jogos às quartas e aos domingos. Ainda mais em um campo pesado como hoje [ontem], no ritmo forte que foi a partida. Estou muito preocupado com isso", afirmou o treinador, relatando que também te­­me o desgaste extremo de atletas como Bruno Mineiro, Branquinho e Vítor.

Devido a esse temor, Carpe­­gi­­a­ni já tinha poupado Baier nas últimas quatro partidas fora de casa, quando o Atlético venceu três ve­zes e perdeu apenas uma. Po­­rém, diante do confronto direto com o Bo­­ta­­fogo, o treinador op­­tou por levá-lo e deixá-lo no ban­­co de reservas.

Com o resultado negativo e o futebol ruim da etapa inicial, restou ao comandante colocar o meia em campo após o intervalo. "Por causa da entrada do Paulo, o meio teve mais qualidade e toque de bola. Com isso melhoramos no segundo tempo", assumiu Carpe­­giani.

A entrada de Baier fez com que o futebol de outros jogadores me­­lhorasse, como o do também meia Branquinho. Responsável pela principais jogadas de ataque do Furacão, o jogador comemorou no final da partida o que considerou a justiça dentro de campo. "Seria in­­justo que nós saíssemos daqui com um resultado negativo", cravou.

Para o atleta, que deixou por du­­as vezes os atacantes atleticanos na cara do gol, as chances perdidas e a irritação consequente são normais.

"Vocês nunca vão ver o Bran­­quinho desanimar. Tenho este jeito ‘nervosinho’, mas faz par­­te. O ponto que conseguimos hoje [on­­tem] foi válido", garantiu um dos jogadores que mais preocupam o técnico Carpegiani.

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