
Fundamental no empate com o Botafogo, o meia Paulo Baier já virou uma preocupação para o técnico Paulo César Carpegiani. O treinador teme o desgaste do jogador mais experiente do elenco atleticano, de 35 anos, diante da necessidade de utilizá-lo principalmente nos jogos na Arena.
"Ele é titularíssimo da equipe, mas é quase desumano este ritmo de jogos às quartas e aos domingos. Ainda mais em um campo pesado como hoje [ontem], no ritmo forte que foi a partida. Estou muito preocupado com isso", afirmou o treinador, relatando que também teme o desgaste extremo de atletas como Bruno Mineiro, Branquinho e Vítor.
Devido a esse temor, Carpegiani já tinha poupado Baier nas últimas quatro partidas fora de casa, quando o Atlético venceu três vezes e perdeu apenas uma. Porém, diante do confronto direto com o Botafogo, o treinador optou por levá-lo e deixá-lo no banco de reservas.
Com o resultado negativo e o futebol ruim da etapa inicial, restou ao comandante colocar o meia em campo após o intervalo. "Por causa da entrada do Paulo, o meio teve mais qualidade e toque de bola. Com isso melhoramos no segundo tempo", assumiu Carpegiani.
A entrada de Baier fez com que o futebol de outros jogadores melhorasse, como o do também meia Branquinho. Responsável pela principais jogadas de ataque do Furacão, o jogador comemorou no final da partida o que considerou a justiça dentro de campo. "Seria injusto que nós saíssemos daqui com um resultado negativo", cravou.
Para o atleta, que deixou por duas vezes os atacantes atleticanos na cara do gol, as chances perdidas e a irritação consequente são normais.
"Vocês nunca vão ver o Branquinho desanimar. Tenho este jeito nervosinho, mas faz parte. O ponto que conseguimos hoje [ontem] foi válido", garantiu um dos jogadores que mais preocupam o técnico Carpegiani.




