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Pan

Destino: Pequim, com escala no Rio

Treze modalidades vão dar nos jogos classificação para a Olimpíada do ano que vem, na China

Treze modalidades farão conexão direta Rio-Pequim graças ao Pan 2007. O atalho olímpico reforça a influência do torneio na capital carioca em relação à China. Mas o mérito do evento não se limita à vaga e serve como preparação, arrecadação de patrocínio e até para garantir recompensa, ou consolo, à maioria dos esportes que passará longe do pódio no próximo ano.

Representantes de certas modalidades ocupam o topo na pirâmide de importância do Pan. Para atletismo, hóquei sobre grama, judô, natação, nado sincronizado, pentatlo moderno, tênis e tênis de mesa os índices no Rio (não oficialmente estabelecidos ainda) valem vaga para a Olimpíada. Já quem garantir o ouro no hipismo, handebol, pólo, tiro esportivo e triatlo estará diretamente assegurado.

"É mais um motivo para o Pan ser importante para nós. A preparação seria mais tranqüila depois. Daria para escolher as provas do circuito mundial (outra fonte de vagas para 2008) e não ter de competir às vezes sem estar tão bem preparado para conseguir o índice", afirma triatleta curitibano Juraci Moreira, rumo à sua terceira Olimpíada. O que mais pesa na opinião dele, entretanto, é o fato de disputar o principal torneio das Américas no próprio país.

A inédita exposição em casa pode garantir dividendos também jamais vistos. O Pan terá a maior cobertura esportiva do país e os holofotes devem atrair novos investidores interessados em associar suas marcas aos atletas.

"No último Pan foram 123 medalhas em 13 dias, quase 10 por dia. Essa coisa de medalha, medalha, medalha não tem como não despertar o interesse de acompanhar e investir. Pode observar, os temas esportivos estão por toda a parte hoje e só vai aumentar", aponta o chefe de missão e diretor técnico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, autor do recém-lançado livro Ouro Olímpico – A história do marketing dos aros.

Inferior na importância técnica – mesmo Estados Unidos e Canadá muitas vezes poupam a elite em determinados esportes –, o Pan reserva as únicas chances sucesso para certos esportes.

O atirado paranaense Rodrigo Bastos é um exemplo. Ganhou a prata e os holofotes em Santos Domingo no tiro esportivo e não brilhou mais.

"Em Atenas 2004 foram 202 países e cerca de 30 a 40 países na briga por medalhas. No Brasil serão 42 países e de seis a sete estarão nos primeiros lugares. As chances são bem maiores. Alguns esportes terão visibilidade pela primeira vez no país, como beisebol, hóquei, tiro com arco e outros que nunca apareceriam na Olimpíada", completou Freire.

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