
Uma longa conversa antes do treinamento, primeiro dos jogadores com o técnico Geninho, e depois apenas entre os atletas, marcou o dia de ontem no CT do Caju. Com a proximidade de um confronto fundamental para as pretensões do Atlético no Campeonato Brasileiro, contra o Fluminense, no sábado, o objetivo do papo foi tratar dos problemas emocionais do elenco e, finalmente, lavar a roupa suja.
Finalmente pois, desde a desclassificação para o Chivas, quando o atacante Rafael Moura revelou a necessidade de se "acertar as diferenças", o entendimento pairava somente no ar. Agora, segundo o He-Man, é diferente, e o ambiente ruim é mais fruto de interpretações equivocadas embora dentro do clube existam complicações.
"Hoje a gente lavou a roupa suja. Eu não fico em cima do muro. São homens, nós somos falhos, e até certo ponto quando a gente cobra cada pessoa assimila de forma diferente. Nosso grupo precisa dessas cobranças, precisa se lavar essa roupa, mas precisamos estar unidos. E nós temos essa união", diz o atacante, que se recuperou de uma contusão na coxa direita e ontem fez trabalhos físicos.
O outro ponto atacado para livrar o Furacão da Segunda Divisão foi a preocupação com o equilíbrio emocional da equipe. Para Geninho, ao tomar o primeiro gol contra os mexicanos pela Sul-Americana, e diante do Santos, no Nacional, o Rubro-Negro se abateu muito.
"As duas vezes que o time saiu atrás se perdeu completamente. Quando o time saiu na frente teve outro comportamento (contra a Portuguesa, vitória por 2 a 0, e no empate em 1 a 1 no Atletiba). Isso não pode mais acontecer. Quando se toma um gol no início tem muito tempo para virar o placar", revela o comandante.
Para o confronto com o Tricolor, também ameaçado pela degola, na Arena, Geninho ainda tem muitas dúvidas na montagem da equipe. Ele terá a disposição os alas Alberto e Netinho, mas ainda aguarda as avaliações do departamento médico sobre o atacante Rafael Moura e o zagueiro Rhodolfo.
Ferreira
Servindo a seleção da Colômbia nas Eliminatórias da Copa do Mundo, o colombiano quis comentar a notícia de que problemas familiares estariam influindo no seu rendimento. Por intermédio de seu assessor, Cleverson Sagaz, o jogador contou que "está muito bem com a sua esposa, os filhos, e tem recebido total apoio deles para recuperar o bom futebol que sempre mostrou no Furacão".



