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Weggis, Suíça – Dida falou. E até sorriu. O jogador mais fechado e arredio da seleção brasileira quebrou ontem a lei do silêncio. E o fato aconteceu em grande estilo – com direito a homenagem do camisa 1 a Barbosa, goleiro marcado pelo fracasso de 1950.

O titular de Carlos Alberto Parreira será o primeiro negro desde a derrota para o Uruguai no Maracanã a defender o país em Copas. Questionado sobre o tema, o atleta do Milan se emocionou.

"Estou muito feliz de quebrar um tabu com mais de 50 anos. Barbosa fez muito, contribuiu demais e foi crucificado", abriu, referindo-se à suposta falha no gol de Ghiggia que determinou o título para a Celeste.

"Nem deveríamos lembrar daquela final. Trata-se de algo horrível. E todos só falam daquele momento triste. Seria importante para a memória daquele que defendeu o Brasil contar suas grandes defesas", emendou, arrancando alguns aplausos dos jornalistas presentes na entrevista coletiva.

Dida só tirou a mordaça porque havia recebido o prêmio de segundo melhor goleiro de 2005 da Federação Internacional de Futebol e Estatísticas (IFFHS) – perdeu para o tcheco Peter Cech (do Chelsea). E explicou o motivo da reclusão.

"Não gosto de falar. Para mim, é pior encarar vocês (repórteres) do que 5 mil pessoas me aplaudindo no estádio, como acontece aqui", comparou o camisa 1, sorrindo. (RF)

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