
Se os maus resultados custaram o emprego de Sérgio Soares no rival Atlético, adversário do Paraná no próximo domingo, o mesmo não deve ocorrer com o técnico Roberto Cavalo na Vila Capanema. Pelo menos esse é o discurso da diretoria do Tricolor.
O vice-presidente de Futebol do clube, Paulo César Silva, garante que o treinador paranista faz parte do planejamento do clube para a temporada. Assim, banca a permanência dele no cargo, apoiado pelo presidente Aquilino Romani. O mandatário admite que, no momento, está faltando "mão de obra qualificada" em campo, o que dificulta o trabalho de Cavalo. "Não pensamos em mudanças agora. Fizemos um trabalho para montar um time. Infelizmente, não deu certo, então não podemos cobrar muito da comissão técnica. Ainda", diz.
Uma eventual derrota no clássico do fim de semana, na Arena da Baixada, também não deve ameaçar Cavalo, segundo Romani. Ele explica que o objetivo é reforçar o elenco para a estreia do time na Copa do Brasil, contra o Gurupi, de Tocantins, e também para o segundo turno do Campeonato Paranaense. Depois, sim, a cobrança deve ser maior sobre o técnico. "Até o dia 16, quando começa a Copa do Brasil, esperamos estar com um elenco mais qualificado. Aí poderemos avaliar melhor o trabalho da comissão técnica", afirma o dirigente.
A situação ruim do time exige reforços em todos os setores do campo. De acordo com o presidente paranista, o clube busca dois zagueiros, um volante e um atacante. O volante já estaria "bem encaminhado" e o avante, vindo do exterior, pode ser apresentado nos próximos dias.
Os novos jogadores podem servir para aliviar um pouco a pressão exercida pela torcida que, depois do empate em casa contra o Paranavaí, voltou a protestar contra jogadores, técnico e diretoria. "É chato isso [protestos]. A torcida tem razão, por causa do momento que vivemos, mas em parte, porque com 1.500 pessoas no estádio não dá para montar time. Precisamos de mais gente na Vila [Capanema], mais sócio-torcedores", cobrou Romani.



