
Os brasileiros tentaram, mas os quenianos faturaram pelo segundo ano consecutivo o primeiro lugar na Maratona Internacional de Foz do Iguaçu. A prova principal, da 19.ª etapa válida para o Ranking Caixa da Confederação Brasileira de Atletismo (Caixa/CBAt), contou com a participação de 570 atletas de sete países, entre eles seis africanos. "Eles são sempre muito rápidos e, em alguns casos, não dão chances aos outros adversários. Mas isso é bom, porque ajuda a estimular os outros", comentou o padrinho da prova, o maratonista paranaense Vanderlei Cordeiro de Lima.
No masculino, David Kiprono Metto, do Quênia, cruzou a linha de chegada na frente, com o tempo de 2h20m7s. João Marcos Fonseca, o João Gari que venceu em 2010 e ficou em segundo em 2011 foi o melhor brasileiro na prova com 2h20h45s, seguido do paulista Willian Salgado Gomes (2h21m41s), atleta mais bem posicionado no ranking nacional, agora entre os cinco melhores do país. Subiram ao pódio ainda Gustavo Caurio (2h22m09s) e Fabio Mota Paiva (2h22m36s).
Enquanto no masculino os cinco primeiros se mantiveram bem próximos durante quase toda a corrida, no feminino, o bom desempenho das quenianas se repetiu. Ednah Mukhwana garantiu o bicampeonato e baixou o seu próprio tempo na prova em seis minutos (2h43m55s). Quase oito minutos depois, chegou a paraguaia Carmen Patrícia Martinez (2h51m42s), com as brasileiras Elizabeth Esteves de Souza (2h53m02s), Luciana Beatriz de Lima (2h53m26s) e Maria Bernadete Cabral (2h53m31s), logo em seguida.
A temperatura em torno dos 18° C e o ar puro nos 11 km percorridos dentro do Parque Nacional do Iguaçu garantiram um fôlego a mais aos corredores. "A prova é bastante dura, com muitas subidas e descidas, o que exige muito mais dos atletas. Procurei me manter no pelotão até os 25 km, depois disparei. O importante é que consegui atingir uma das minhas metas, que era melhorar no ranking da CBAt. Agora é me recuperar e me preparar para a próxima", comentou Gomes, que terá como próximo desafio os 10 km de São Paulo, no dia 14.



