
Berlim - A volta de Michael Schumacher provocou alvoroço na Fórmula 1, mas não passou de ilusão. Ontem, após duas semanas de intensa preparação, o alemão de 40 anos desistiu de ocupar o carro da Ferrari enquanto o brasileiro Felipe Massa se recupera do grave acidente que sofreu no treino classificatório para o GP da Hungria, dia 25 de julho. Sem conseguir superar as dores no pescoço, o heptacampeão mundial deixou a vaga para o piloto de testes da equipe, o italiano Luca Badoer, que será o companheiro do finlandês Kimi Raikkonen já no GP da Europa, dia 23 de agosto, em Valência, na Espanha.
"Fiz todo o possível, mas infelizmente não deu certo. Não houve como diminuir as dores que senti no pescoço depois do teste que fiz em uma Ferrari particular (modelo de 2007), apesar de tentar tudo", contou Schumacher, ao citar o treino realizado no dia 31 de julho, na Itália. "Como não tive melhora depois do teste de Mugello, decidi realizar um exame detalhado ontem (segunda-feira)", explicou o maior campeão da história da Fórmula 1, que estava aposentado desde o final de 2006. A ação da força G durante os treinos e a corrida tornaria insuportável a dor para o alemão.
A causa das dores no pescoço é o tombo que Schumacher sofreu numa corrida de moto no dia 11 de fevereiro, no circuito de Cartagena, na Espanha. "A queda de moto gerou fraturas na área da cabeça e pescoço que se mostraram, ainda, muito severas", admitiu o ex-piloto, frustrado pelo fracasso na tentativa de voltar. "Estou desapontado até a alma. Lamento muito pelas pessoas na Ferrari e pelos fãs que mantiveram os dedos cruzados por mim. Posso apenas dizer que, de fato, tentei tudo ao meu alcance para regressar à F-1."
Em entrevista divulgada pela própria equipe italiana, o presidente da escuderia, Luca di Montezemolo, respondeu se estava frustrado com a notícia: "O que você acha? Michael reagiu com o entusiasmo de um menino ao meu pedido e não de campeão que se afastou das pistas. Ele perdeu quatro quilos, está com o mesmo peso de quando se retirou no GP do Brasil de 2006."
Montezemolo, porém, demonstrou ter confiança em Badoer, escolhido em detrimento ao outro piloto de testes, o espanhol Marc Gené. "Tenho fé em Luca Badoer, que é um dos nossos. O destino deu a ele uma possibilidade única para que ele faça o melhor o que puder", disse.








