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Brasileiro

Dupla se salva por 2 minutos, mas no fim só Atlético escapa

Com o apoio da torcida, Rubro-Negro cumpre o dever ao fazer 2 a 0 no Botafogo. Coritiba sofre nova goleada fora e mantém agonia

Wallyson corre para comemorar o primeiro gol Atlético: pelos dois minutos seguintes, a dupla Atletiba escapava por antecedência | Antonio Costa/Gazeta do Povo
Wallyson corre para comemorar o primeiro gol Atlético: pelos dois minutos seguintes, a dupla Atletiba escapava por antecedência (Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo)

Por dois minutos, o futebol paranaense esteve livre do rebaixamento à Série B. Foi o tempo entre o gol de Wallyson, que colocou o Atlético em vantagem contra o Botafogo, na Arena, e Henrique empatar para o Cruzeiro contra o Coritiba, no Mineirão. A partir dali os maiores rivais do estado, que passaram toda a competição colados na classificação, seguiram rumos distintos. Enquanto o Furacão consolidou permanência na elite nacional com o 2 a 0 sobre os cariocas, o Coxa sofreu mais uma goleada fora de casa, mantendo a agonia no ano do centenário: 4 a 1 para a Raposa, ainda na luta pela Libertadores.

A permanência atleticana foi garantida de forma similar à do ano passado: Arena lotada, apoio incondicional da torcida, carioca como oponente. A simples equação da salvação, assegurada com vitória sobre os alvinegros, levou 39 minutos para fechar – tempo necessário para Wallyson fazer 1 a 0; Paulo Baier ampliou no segundo tempo.

Pelo quarto ano consecutivo o Atlético supera o risco de rebaixamento. Reincidência que chamou a atenção dos próprios jogadores. "Nunca conseguimos uma arrancada como essa (que livrou o time) no primeiro turno. Sempre começamos muito mal, e depois correr atrás assim é muito exaustivo", resumiu o lateral-direito Nei.

Já o Coritiba deu, por mais de meia-hora, a impressão de que cessaria o sofrimento. Mas, apesar de Jéci ter aberto o placar, acabou prevalecendo o péssimo histórico da equipe como visitante, agora atualizado para duas vitórias, cinco empates e 12 derrotas. O revés obriga o time a derrotar o Flu­minense em casa, para não depender dos resultados de Botafogo e até Santo André, renascido com o 5 a 3 que rebaixou o Náutico. Se o Coxa cair, o futebol paranaense terá, em 2010, apenas um representante na Série A pela primeira vez após 15 anos.

"Vamos ter ingressos mais baratos, 35 mil pessoas no estádio. Perdemos, faz parte do futebol. Vamos lutar para que no domingo façamos uma grande partida e para que tenhamos uma grande vitória. Nosso retrospecto em casa é positivo e vai nos levar à vitória", afirmou o coordenador de futebol João Carlos Vialle, dando o tom do discurso único no vestiário coxa-branca.

Os rumos diferentes da dupla Atletiba foram uma parte da montanha-russa em que se transformou a penúltima rodada do principal torneio do país. A cada um dos 41 gols, uma mudança na tabela.

A briga pelo título ficou totalmente embaralhada. O Flamengo reassumiu a ponta graças à combinação entre o seu 2 a 0 sobre o Corinthians e a derrota por 4 a 2 do São Paulo para o Goiás. As vitórias de Palmeiras (3 a 1 no Atlético-MG) e Internacional (2 a 1 no Sport) jogaram o antigo líder para o quarto lugar.

No rodapé da classificação, o Náutico juntou-se ao rival Sport na lista de rebaixados. Os outros dois postos estão entre Santo An­­dré, Botafogo, Coritiba e Flumi­nense. Antes desenganado, o Tri­­color carioca saiu da ZR pela primeira vez após 27 rodadas com o 4 a 0 sobre o Vitória.

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