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Olimpíada

Econômica e sem atrasos, Londres entra na reta final

Sede dos Jogos Olímpicos de 2012 começa hoje a contagem regressiva de um ano para a abertura do evento

Estádio Olímpico de Londres, com o número 1 gigante, simboliza a política de austeridade dos ingleses para organizar o evento | Anthony Charlton/ AFP
Estádio Olímpico de Londres, com o número 1 gigante, simboliza a política de austeridade dos ingleses para organizar o evento (Foto: Anthony Charlton/ AFP)

Exatamente um ano antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, uma certeza os organizadores já têm: gastarão menos do que o estimado na construção das arenas e obras de infraestrutura.

O custo final da próxima Olim­píada, que começará no dia 27 de julho de 2012, deverá ficar em torno de 7,5 bilhões de libras (cerca de R$ 19 bilhões), 1,8 bilhão de libras (R$ 4,5 bilhões) a menos do que previa o orçamento inicial.

E quando Tom Daley, que virou celebridade na Grã-Bretanha ao se classificar para os saltos ornamentais na Olimpíada de Pequim com apenas 14 anos, mergulhar hoje na no Parque Aquático, todas as seis arenas permanentes propostas para os Jogos de Londres já estarão prontas e devidamente inauguradas – 90% de todos os palcos.

"A um ano da abertura, esta é a melhor preparação para uma Olimpíada que eu já vi", elogiou o presidente do Comitê Olímpico Inter­­­nacional (COI), Jacques Rog­ge, que ontem, em evento na famosa Trafalgar Square, convidará o mundo todo a participar dos Jogos. "Não tenho a menor preocupação. As obras estão dentro do prazo e do orçamento."

Não houve mágica. Na verdade, quando Londres se candidatou a receber os Jogos de 2012 previu um orçamento de 4 bilhões de libras esterlinas (R$ 10 bilhões). Mas a estimativa se mostrou totalmente imprecisa e, em março de 2007, a cidade aprovou o novo plano.

Equalizar tempo e dinheiro foi fundamental. O Comitê tentou convencer os cons­tru­tores – 98% ingleses – que gastar pouco e entregar as obras no pra­zo seria um diferencial para as em­presas se candidatarem a outras obras pelo mundo e se recuperarem da crise econômica. Deu certo. "Como país e como indústria, devemos ficar orgulhosos e tentar maximizar as oportunidades por todo o mundo enquanto as memórias do que podemos fazer ainda estão frescas", disse John Armitt, chefe da Autoridade Olím­pica.

A conclusão do Estádio Olím­pico, três meses antes do previsto e 10 milhões de libras mais barato do que se estimava, tornou-se a imagem emblemática dessa política. Ontem, a obra exibia um enorme número 1 em menção a contagem regressiva para os Jogos.

A promessa ainda é de que Londres receba a disputa mais verde da história. De cada libra investida, 75 centavos foram destinados à regeneração do meio ambiente. E o bairro inteiro onde fica o Parque Olímpico, Stratford, marginalizado há mais de 50 anos, está sendo revitalizado.

"Foram dois anos de planejamento antes de fazer qualquer coisa no local", lembra Dan Eps­tein, chefe de desenvolvimento sustentável e regeneração da Auto­ri­dade Olímpica. Foi construído um centro de energia para o Parque Olímpico com baixa emissão de carbono, que posteriormente será utilizado pelo bairro.

Quase todo o material de demolição da área antes degradada foi reaproveitado. "Demolimos 240 prédios, limpamos os detritos e reu­tilizamos. Isso significa que 2 milhões de metros cúbicos de terra foram mantidos no local, o que corresponde a 85% do material utilizado na obra. E isso significou 16 mil caminhões a menos nas estradas", explicou.

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