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Temporada 2010

Econômico, Paraná busca solução caseira para a bola

Paulo Welter (ao fundo) e Beto: solução eficiente a baixo custo | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Paulo Welter (ao fundo) e Beto: solução eficiente a baixo custo (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Nem Oscar Yamato, nem Ocimar Bolicenho. O Paraná encontrou solução caseira para tocar a remontagem de seu elenco, principal preocupação do clube neste final de ano. Está nas mãos de Paulo Welter e Beto Amorim, diretor e gerente de futebol, respectivamente, boa parte do futuro paranista em 2010.

"São duas pessoas muito competentes e que conhecem profundamente a situação do Paraná. O fato de já estarem no clube há algum tempo facilita. Com certeza, eles poderão ajudar muito", declarou Aquilino Romani, o presidente eleito do Tricolor.

O que não implica na desistência de contar com um diretor de futebol remunerado para o ano que vem. "Não temos pressa. Até o Paranaense (que inicia em 16 de janeiro) deveremos ficar assim. Não é fácil e barato trazer alguém para a função", complementa Romani.

Com Bolicenho descartando a sua saída do rival Atlético, Yamato segue como o nome mais forte. Porém, para trazê-lo será necessário um acerto com a Zetex Sports, empresa em que trabalha atualmente o diretor, com passagens por Atlético, Coritiba e Paraná.

Enquanto isso, Beto e Welter aguardam somente a definição do orçamento paranista para intensificar o processo de montagem – ontem à noite, a diretoria tricolor teria uma reunião para tratar das finanças.

"Vejo com orgulho essa confiança, mas precisamos saber do orçamento e da autonomia que teremos para realizar o trabalho. Tendo dinheiro é uma coisa, sem é outra", diz Beto.

Dezoito atletas têm con­­trato vencendo até o fim de 2009 – 10 dos 11 titulares. "Es­­ta­­­mos conversando com todos eles, vendo quem quer ficar e quem quer sair em um primeiro momento", afirma o gerente.

Outro ponto em aberto é a renovação do técnico Roberto Cavalo. Mas este, deverá ser so­­lu­­cionado em breve. "Estamos ainda conversando, mas é apenas uma questão de tempo. Precisamos ver o orçamento, o problema do elenco. Ele vai ficar", declara Romani.

A tendência é que o Paraná prolongue o vínculo do técnico que recuperou a equipe na Segundona nos seguintes termos: um contrato nas bases atuais para o Estadual (Cavalo recebe em torno de R$ 15 mil mensais), com valorização prevista para a disputa da Série B.

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