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Veteranos

Efeito Petkovic

Consagrados na capital, os veteranos Nem e Renaldo são as apostas de Rio Branco e Serrano

Nem quer ajudar o Leão e depois vencer a Suburbana | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Nem quer ajudar o Leão e depois vencer a Suburbana (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

Nem ergueu a taça de dois dos três últimos títulos nacionais do futebol paranaense: Copa João Havelange de 2000, pelo Paraná; Brasileiro de 2001, pelo Atlético. Renaldo passou pelos três clubes da capital. Foi ídolo na Baixa­­da e na Vila – com direito a vice-artilharia da Série A de 2003.

O zagueiro e o atacante são os re­­presentantes paranaenses do investimento em jogadores veteranos, febre recente no futebol brasileiro impulsionada pelo sucesso de Pet­­kovic no Flamengo. Nem, 35 anos, vai liderar a defesa do Rio Branco; Renaldo, 39 anos, trocará a camisa 9 pela 11 no comando do ataque do Serrano, estreante na Primeira Divisão.

Artilheiro do Brasileiro de 1996, pelo Atlético-MG, Renaldo espera manter o seu retrospecto de boas passagens pelo estado – exceto o breve período no Coritiba, em 2005.

"Tenho uma história aqui no Paraná, tenho um nome a zelar, então vou continuar fazendo o meu melhor em campo", disse, disposto a passar sua experiência para os mais novos.

"Joguei muito tempo aqui no Paranaense, possuo muita experiência de campo, de vida e de vencedor, então falo para eles que tem de trabalhar muito, ter cabeça boa e ter direção, o objetivo de sempre querer melhorar".

Mesmo perto dos 40 anos, Re­­nal­do não tem planos de parar de jogar. "Enquanto o físico aguentar e eu me sentir bem, vou continuar", diz.

Nem também promete passar sua experiência para os outros jogadores do elenco do Rio Branco. Cam­peão paranaense e brasileiro pelo Atlético em 2001, o zagueiro ad­­mitiu que esteve perto de deixar o futebol, mas voltou atrás.

"Pessoalmente, eu já tinha falado que iria parar de jogar, mas a diretoria do Rio Branco me convenceu, pois estão fazendo um grande trabalho", conta Nem, que também prega a dedicação aos jogadores mais novos. "Em uma competição rápida como o Pa­­ra­­naense, você pode dar um salto muito grande na sua carreira, ficar conhecido no país todo."

Depois do Estadual, Nem pretende voltar ao Trieste para conquistar o título da Suburbana que escapou ano passado, contra o Urano.

"Quero voltar lá e levantar o título. Quero poder dizer que fui campeão de tudo", planeja.

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