
A Arena da Baixada é um orgulho da torcida atleticana. Não à toa, quando o time está meio mal, o seguidor fiel do Rubro-Negro logo coloca em pauta o estádio, gabando-se de ser o mais, ou um dos mais, modernos do Brasil. Porém, a menos de um mês de completar 12 anos, a Arena não é mais aquela de 1999 e clama por reparos em alguns setores.
Assim como qualquer outra construção, um complexo esportivo tem período limitado de vida útil. A estrutura se deteriora, os equipamentos ficam obsoletos e os níveis de conforto mais rígidos.
No caso do patrimônio atleticano, algumas estruturas precisam ser modernizadas e outras necessitam de reformulações mais profundas. O torcedor que sofre em dias de chuva, por exemplo, sabe muito bem que a cobertura não dá mais a mesma proteção que costumava fornecer. As goteiras se tornaram comuns e o conforto caiu significativamente.
"Já há necessidade de fazer a troca das telhas translúcidas, que não são nem fabricadas no Brasil [são produzidas na Bélgica]. É um alto custo, que somente para substituí-las fica entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. São mudanças já previstas antes mesmo do projeto da Copa", reconhece o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Gláucio Geara.
Não são somente os torcedores a entender na prática que há bastante coisa a ser feita. Os jogadores também, principalmente em partidas noturnas. "O sistema de iluminação, reconhecemos, está defasado em dez anos. Hoje temos 172 refletores e precisaríamos ter mais de 300, até para atender às necessidades de transmissão da tevê", continua Geara. O dirigente aponta também para uma troca do piso, com grama de melhor qualidade e mais resistência o clube inclusive já vem fazendo testes com materiais híbridos.
Nos bastidores, em questões que o torcedor não vê, há a urgência na aquisição de sistemas informatizados, como no caso do estacionamento, para facilitar o acesso em dias de jogo.
Apesar de reconhecer que o estádio precisa de melhorias, o Atlético não tem nenhum plano imediato para reformulações na cobertura, iluminação, gramado, tecnologia, etc... As fichas estão todas depositadas no projeto para a Copa do Mundo no Brasil.
"Estamos trabalhando com a hipótese para 2014. No papel não existe estudo, não existe nada. É só o projeto da Copa", afirma Geara. Em resumo, se o imbróglio financeiro envolvendo Atlético, governo estadual e prefeitura de Curitiba não se resolver para o Mundial da Fifa, a atual Arena é o estádio que o torcedor Rubro-Negro vai ter para os próximos anos.
Reformas, apenas as mais urgentes. "Completaríamos o segundo anel e trocaríamos o telhado, que está vencido. Aí a Arena ficaria perfeita para 40 mil espectadores e continuaria sendo uma das mais modernas do Brasil. Com o anel fechado, ficaria na faixa de R$ 30 milhões a R$ 35 milhões", encerra o presidente do clube, Marcos Malucelli.
Ou seja, apenas 16% de R$ 220 milhões, valor recentemente divulgado pelo clube para adequar o estádio a todas as exigências da Fifa para a Copa.



