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Brasileiro

Em ascensão, “Avatar” exalta ter escolhido o Coxa

Destaque da vitória sobre o Palmeiras, meia Everton Costa por pouco não foi para o rival Atlético

Everton Costa terá de vencer a concorrência de Davi para seguir como titular | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Everton Costa terá de vencer a concorrência de Davi para seguir como titular (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

A atuação de destaque diante do Palmeiras não modificou o pensamento de Everton Costa. O meia-atacante saiu satisfeito com sua participação na vitória do Coritiba por 2 a 0, domingo, na Arena Barueri. Humilde, porém, admite que terá de manter o ritmo para conquistar a vaga de titular.

"Isso não me garante. O que importa é trabalhar jogo a jogo e ajudar o Coritiba", diz o jogador, que atuou no lugar de Rafinha – suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Apesar dos dribles, velocidade e eficiência apresentados na partida, ele terá de disputar uma vaga para o jogo de domingo com o Flamengo, às 17 horas, no Couto Pereira. Com o retorno de Rafinha, a disputa pela vaga no meio de campo será com Davi, autor de dois gols nos últimos dois jogos. "Para isso temos o elenco, para optar e buscar sempre a melhor formação", diz o técnico Marcelo Oliveira.

Com contrato com o Coxa até dezembro de 2014, o jogador de 25 anos é elogiado pelo treinador: "O Everton tem boa velocidade nos contra-ataques, é vigoroso, tem cabeceio muito bom, tanto defensivo quanto ofensivo".

Inclusive partiu de Oliveira a indicação dele ao Coritiba. Antes, por muito pouco o meia-atacante não assinou contrato com o maior rival, quando chamou a atenção da dupla Atletiba com boas atuações pelo Caxias-RS no início da temporada. "O Atlético entrou em contato com o meu procurador primeiro. Mas demoraram para fechar negócio e graças a Deus vim parar no Coritiba", conta o jogador, considerando o elenco alviverde um dos melhores em que já trabalhou.

Além do Caxias, o pontagrossense passou por Galo Maringá, Grêmio, Paulista de Jundiaí, Fredrikstad FK (da Noruega), Internacional e Bahia. Segundo ele, foi no Tricolor gaúcho o momento mais marcante da carreira. "Fiz um gol de cabeça contra o Cerro Porteño na Li­­bertadores de 2007. O jogo estava 0 a 0 e eu entrei no fim para marcar o gol da classificação", recorda. O triunfo gremista por 1 a 0, no Estádio Olímpico, garantiu o time, comandado na época por Mano Menezes, nas quartas de final da competição.

Com passagem discreta pelo rival do Grêmio, no Interna­cional ga­­­nh­­ou apenas o apelido de Avatar, em referência aos ca­­­be­­­­­los compridos dos personagens do filme de ficção científica de James Ca­­meron. "Acho legal, divertido. Me chamavam de Avatar, de Predador. A brincadeira pegou e eu gostei. Isso que é o pior", diz o jogador, que até agora marcou dois gols em 13 partidas pelo Coxa.

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