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Copa do Brasil

Em baixa, Tricolor encontra adversário que prega respeito

Gurupi, time de Tocantins, chegou a mandar um ofício à CBF cobrando a visita de um “grande” do país. Agora, elogia o Paraná

Enquanto o novo treinador não chega, o interino Ageu Gonçalves tenta recuperar o combalido Paraná no Tocantins | Walter Alves/ Gazeta do Povo
Enquanto o novo treinador não chega, o interino Ageu Gonçalves tenta recuperar o combalido Paraná no Tocantins (Foto: Walter Alves/ Gazeta do Povo)
Veja no infográfico a longa jornada de viagens do Paraná |

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Veja no infográfico a longa jornada de viagens do Paraná

Veja o caminho do Paraná na Copa do Brasil |

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Veja o caminho do Paraná na Copa do Brasil

Uma viagem de quase 2 mil quilômetros para tentar, ao me­­nos, amenizar a péssima fase. O Paraná estreia hoje, às 21 horas, na Copa do Brasil diante do desconhecido Gurupi, em Tocantins, buscando esquecer um pouco do pesadelo que atormenta o clube nesta temporada – é o lanterna do Cam­peo­nato Paranaense com míseros dois pontos.

A competição nacional é mesmo uma boa oportunidade para o Tricolor tentar recuperar o moral. Pela primeira vez em 2011, o time, ainda sem vencer no ano, entra em campo como favorito e respeitado pelo adversário.

Atual campeão tocantinense, o Gurupi reconhece suas limitações e tem como objetivo principal conseguir realizar o jogo de volta em Curitiba, na próxima semana. Para isso, não pode ser derrotado por dois ou mais gols de diferença hoje. "O Paraná está com ritmo para o jogo e tem mais nome. Temos de jogar precavidos e tentar aproveitar os erros", recomenda o técnico do Gurupi, Luís Carlos Nascimento.

Nem o pífio retrospecto paranista no Estadual inspira uma mudança de postura. Seguindo a linha do treinador, o presidente do clube, Iran França, quer um time "fechadinho" hoje à noite. "Essa fase do Paraná não nos im­­pede de ter os pés no chão. Não vamos para cima, pois não podemos levar uma goleada", diz o dirigente.

O Gurupi é estreante na Copa do Brasil e teve de correr para conseguir a liberação de seu estádio e inscrever os jogadores a tempo. Du­­rante a pré-temporada, a equipe do Sul do Tocantins realizou três amistosos contra times amadores da região – os profissionais ainda estavam de férias. O último teste previsto era contra um combinado do curso de Medicina da Fa­­culdade de Gurupi, mas acabou cancelado por causa da chuva na região.

Diante deste contexto, o discurso de respeito ao Paraná é padrão, mas nem sempre foi assim. Logo após o sorteio que definiu a primeira rodada da Copa do Brasil, em dezembro, o então presidente Wilson Cas­tilho não escondeu a de­­cepção por ter o Tricolor como oponente – o dirigente chegou a en­­viar um ofício para a CBF pedindo a presença de um clube da Série A na cidade. "O Paraná não é um time de tanta expressão. Vamos trabalhar para tentar passar para a se­­gunda fase", declarou ele, à época, a um jornal local.

O atual mandatário tenta mi­­nimizar a polêmica declaração. "De forma alguma [existe de­­cepção]. O Paraná está entre os grandes do Brasil e teremos um bom jogo aqui", declarou Fran­­ça, como quem pede desculpas.

Apesar de o favoritismo es­­tar do outro lado, o presidente do Gurupi revela um sonho: um possível confronto com o Bo­­tafogo na segunda fase da Copa do Brasil. "Eu sou botafoguense e quero muito isso, mas, se acontecer, torço para o Gurupi."

Ao vivo

Gurupi x Paraná, às 21 horas, na 98FM (98,9) e no tempo real da Gazeta do Povo.

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