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Paranaense

Em busca de crédito, Paraná pede paciência

Aquilino Romani, presidente tricolor, renova a diretoria e fala em profissionalizar os departamento do clube para amenizar a crise financeira

Aquilino Romani apresentou um a um o nome dos novos integrantes da diretoria: Estamos em busca de tudo o que é possível e, principalmente, viável para o clube” | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Aquilino Romani apresentou um a um o nome dos novos integrantes da diretoria: Estamos em busca de tudo o que é possível e, principalmente, viável para o clube” (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)

O presidente do Paraná, Aqui­­lino Romani, completou 55 anos ontem e pediu um presente para a torcida: paciência, den­­­­tro e fora das quatro linhas. A derrota em casa para o Corin­­thians-PR na estreia do Cam­­peo­­nato Paranaense deixou os paranistas preocupados e an­­siosos por uma recuperação já no duelo contra o Rio Branco, amanhã, em Paranaguá. "Esta­­mos em busca de tudo o que é possível e, principalmente, viável para o clube. Não podemos prometer Ronaldinhos Gaú­­chos no time, mas precisamos que o torcedor continue co­­nos­­co", disse Romani.

O fator "viabilidade financeira" parece mesmo ser a prioridade do Tricolor. O vice-presidente de futebol, Paulo César Sil­­va, admitiu que o objetivo principal neste começo de temporada está fora dos campos. "Ou montamos o time dos so­­nhos ou acertamos as finanças. Nossa proposta agora é resgatar a credibilidade financeira e depois a credibilidade do futebol", declarou. "O ‘caixa’ que va­­­­­­mos tentar fazer é para o Brasileiro, para conseguirmos su­­bir", emendou o dirigente.

Apesar de o Estadual parecer estar em segundo plano neste mo­­mento, Silva sabe que a pa­­ciência desejada pelo presidente do Paraná tem limite. "Não tem jeito, o carro-chefe do clube é o futebol e o resultado de campo é o que vale. Não adianta fazer um baita planejamento se não temos vitórias. O torcedor já tem levado muitas pancadas nos últimos tempos", admitiu.

E a primeira cota de paciência parece ter uma data para acabar: o próximo domingo, depois do clássico contra o Co­­ritiba, na Vila Capanema. De­­pendendo dos resultados nos próximos dois compromissos do Paraná, novas contratações podem surgir. No entanto, possíveis reforços devem seguir o mesmo perfil daqueles que che­­garam até agora: desconhecidos e de baixo custo. "É possível a vinda de novos atletas, mas dentro dos padrões que temos. Não posso onerar o clube", pondera Silva.

Choque de gestão

Ontem, o Paraná anunciou oficialmente os nomes de sete no­­vos integrantes da diretoria.Segundo Romani, o objetivo das mudanças é profissionalizar o comando do clube. "É um choque de gestão, porque todos os que estão vindo são profissionais da área. Juntamos essa equipe para planejar o futuro do Paraná", declarou o presi­­den­­te. "O clube teve muitas con­­quistas no começo de sua história, mas parou no tempo. Estamos tentando mudar isso", acrescentou.

Entre os novos dirigentes, es­­tão cinco vice-presidentes, um diretor e um assessor da presidência. De acordo com a direção paranista, um planejamento estratégico para organizar a estrutura do clube é de médio a longo prazo. A intenção é começar a implantá-lo em janeiro de 2012. "Não é algo apenas para esta gestão, mas para continuar nos próximos anos. Para ser du­­ra­­douro, tem de ser planejado", disse Romani.

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