
O Estádio Dilzon Melo, em Varginha (MG), deve ser o palco de mais uma reestreia de Kerlon. Na primeira partida do Paraná na Série B, dia 21, contra o Ituiutaba, o Foquinha quer começar a mostrar o que o torcedor espera dele: regularidade, dribles e gols.
Até agora, a desconfiança ronda o nome do jogador. Atleta mais conhecido do elenco paranista, desde que chegou, no fim de janeiro, ele ainda não conseguiu completar uma partida inteira com a camisa do Tricolor.
Kerlon entrou em campo como titular em três jogos do Estadual: contra Corinthians-PR e Rio Branco foi substituído no segundo tempo; já ante o Coritiba uma lesão muscular logo no início do jogo o tirou do clássico e do restante da competição. Ao todo, foram apenas 141 minutos em campo, tempo ainda insuficiente para avaliar o quanto o meia-atacante poderá ajudar a equipe.
Na Série B, o Foquinha aguarda pela tão desejada sequência de jogos, impossibilitada por diversas vezes ao longo de sua carreira em razão das constantes contusões. "A expectativa está boa. Estou me sentindo super bem, treinando forte e vou estar à disposição para o primeiro jogo [na Segundona]", garante o atleta de 23 anos que já enfrentou cinco cirurgias.
Kerlon fez questão de estabelecer uma meta pessoal para cumprir até agosto, quando acaba seu período de empréstimo ao Paraná o jogador tem vínculo com a Inter de Milão. "Quero participar de todos os jogos, sem faltar nenhum, mesmo que esteja no banco de reservas. Também tenho a meta de marcar entre oito e dez gols no Brasileiro. Se eu fizer isso, vou ficar muito feliz", conta o jogador que terá a chance de atuar nas 15 primeiras rodadas da competição nacional se o contrato não for renovado.
Para conquistar o objetivo, a ajuda dos companheiros será fundamental. A presença entre os titulares, no entanto, não é garantida. O Tricolor já contratou quatro meias ofensivos para a Série B Oliveira, Jefferson, Thiago Santos e Wellington , o que aumenta a concorrência no setor em que Kerlon gosta de jogar.
"Não tem ninguém aqui com cadeira cativa, que vai jogar com nome. Isso é muito errado", afirma ele. "Precisávamos dessa briga por posição. Quando vem jogador de fora, ficamos mais alertas e quem tiver melhor preparado vai jogar", emenda.
A possibilidade de ele estender seu compromisso com o Paraná até o fim do ano existe, mas o jogador prefere não garantir nada. Seja até agosto ou dezembro, Kerlon quer provar que as expectativas não são em vão. "Temos que fazer o trabalho dentro de campo para ver se ambas as partes [clube e jogador] vão querer continuar juntas. Quero fazer história aqui, nem que seja em pouco tempo. Vou deixar uma lembrança boa", diz.



