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Brasileiro

Em desabafo, Ocimar prevê futuro sombrio

Dirigente diz que sem três reforços, Atlético passará dificuldades no Nacional. E revela desgaste com as cobranças

 | Valterci Santos/ Gazeta do Povo
(Foto: Valterci Santos/ Gazeta do Povo)

A noite insone foi a justificativa de Ocimar Bolicenho para o semblante abatido de ontem. Já o ar preocupado após a sexta partida sem vitória está bem mais difícil de ser resolvido. O empate (2 a 2) diante do Guarani, na estreia da equipe em casa, deu eco aos receios da torcida quanto à sequên­cia da equipe no Brasileiro. Preocupação imensa mesmo internamente. "Se não tivermos as três contratações que precisamos, não teremos um futuro feliz", admitiu o diretor de futebol, ontem à tarde, em rara aparição na Arena.

Dos quatro atletas pretendidos pelo clube, apenas o meia Bran­quinho acertou. A demora para sacramentar a vinda dos restantes gerou cobranças nas arquibancadas e pautou boa parte da reunião ordinária dos conselheiros ontem com o presidente Marcos Malucelli. Todos exigem urgência.

"Estamos fazendo todo o possível. É nossa prioridade máxima", admitiu o diretor de futebol, que se tornou um alvo das críticas. "Vem tudo pra cima de mim. Sou o primeiro volante", comparou, com um pouco de descontração, para depois admitir a tensão. "O momento é nebuloso. Tenho família, dois filhos que escutam muita coisa. Desde o começo teve o fato de eu ter passado no Paraná", desabafou Bolicenho, que contaria com o respaldo da diretoria.

Hoje ele viaja novamente para tratar de reforços. Nas lista de interesse do Furacão estão nomes como Maikon Leite e Madson, do Santos. A intenção com o primeiro seria envolvê-lo em uma troca com Wallyson, com quem o Rubro-Negro discute na Justiça a prorrogação de contrato.

"Nós aceitamos a proposta que eles (Wallyson e seu procurador Flávio Anselmo) haviam feito anteriormente. Era para darem uma resposta hoje (ontem) e não deram. Não estão interessados", comentou o dirigente. Para contar com o atleta santista o clube agora precisa investir em outra linha de negociação.

Descontente no São Paulo, Washington foi um dos nomes ventilados, mas seu salário dificultaria o acerto. Do clube paulista, outro nome que interessa é o de Carlinhos Paraíba.

A falta dos jogadores pretendidos dificulta a própria análise do trabalho do técnico Leandro Niehues, também criticado pela torcida no domingo. Contra o Guarani ele não pôde contar com quatro titulares – Neto, Manoel, Paulo Baier e Bruno Mineiro – e nem com Branquinho, que deve estrear contra o Atlético-MG.

Além dos problemas em campo, o treinador citou questões políticas do clube após o empate e que teria soado mal. "Eu não estou baixando a guarda. Eu sou parceiro dessa diretoria. A gente sabe que nos bastidores existe uma briga muito ferrenha. E talvez eles (da oposição) não querem nem atingir o Leandro, mas estou sendo usado", declarou.

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