
Uma das principais revelações dos últimos anos no Atlético, Manoel passa por uma péssima fase desde que iniciou o ano. O mais recente capítulo foi a expulsão no jogo contra o Operário, após uma falta violenta perto do meio de campo, com o jogador do Fantasma quase caído no chão. Cartão vermelho que deve gerar uma multa ao jogador de 20 anos e que o deixará de fora do próximo confronto, no domingo, contra o Roma, na Arena. Gabriel, ex-Paraná e ex-Avaí, deve ser o substituto, fazendo a sua primeira partida como titular.
De acordo com o gerente de futebol do Furacão, Ocimar Bolicenho, todos os atletas do grupo sabem que podem ser punidos. "Nós temos aqui uma regra que quando o jogador é expulso há uma avaliação da comissão técnica e da diretoria. Se a expulsão for julgada sem necessidade, ele já tem uma multa prevista", contou o dirigente, dizendo que a possível punição para o zagueiro será discutida internamente no clube.
O maior destaque da equipe vice-campeã da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2009, Manoel fez um bom Brasileiro no ano passado ao lado de Rhodolfo. Nesta temporada, ele aparentemente seria o "xerifão" da zaga atleticana com a possível saída do companheiro. Porém, propostas de outros clubes como Internacional e Corinthians mexeram com o maranhense de Macabau, que chegou durante as férias a recusar voltar ao Atlético caso não fosse negociado.
Segundo seu empresário, Neco Cirne, que teria convencido o zagueiro a voltar ao clube com quem tem contrato até abril de 2014, Manoel decidiu ficar após uma conversa com o presidente rubro-negro Marcos Malucelli. Mas engana-se quem pensa que um aumento salarial foi o que motivou o atleta. "Ficou acertado com o presidente de que no final do ano ele o liberará para ser vendido", admitiu Cirne.
Com a cabeça ou não já em 2012, Manoel iniciou o ano irreconhecível em campo. Já na primeira partida do Paranaense, na derrota para o Arapongas por 2 a 1 na Arena, o primeiro gol dos visitantes ocorreu após uma falha dele. O defensor resolveu sair jogando com a bola dominada, perdeu e armou o contra-ataque adversário. Após o lance, já irritados com toda a novela envolvendo a sua recusa em se reapresentar, alguns torcedores começaram a vaiar o jogador cada vez que ele pegava na bola.
Agora, mesmo diante de mais um desempenho ruim, que teve até uma participação involuntária do zagueiro ao desviar a bola no gol do Operário, o empresário diz não acreditar que toda a confusão das férias esteja mexendo com o jovem. "O que aconteceu foi fatalidade do jogo. Não tem nada a ver", argumentou Cirne, com uma opinião diferente do gerente de futebol rubro-negro. "Tá na cara que isso é reflexo. Mas fazer o quê? Nós temos de administrar isso", lamentou Bolicenho.



