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Série B

Em Paranaguá, Furacão tenta amedrondar o Tigre arredio

Ex-favorito ao acesso, Atlético encara rival que vive situação inversa: de azarão passou a líder e candidato ao título

O técnico atleticano Ricardo Drubscky orienta os jogadores em treino no Gigante do Itiberê: rival do Rubro-Negro tem aproveitamento de 76,5% nesse primeiro turno | Antônio More/ Gazeta do Povo
O técnico atleticano Ricardo Drubscky orienta os jogadores em treino no Gigante do Itiberê: rival do Rubro-Negro tem aproveitamento de 76,5% nesse primeiro turno (Foto: Antônio More/ Gazeta do Povo)

O favoritismo atleticano para o retorno à elite do futebol brasileiro, inclusive com o provável título da Segunda Divisão, se dissipou com apenas três rodadas disputadas. De lá para cá, o time esteve sempre fora do G4, mudou três vezes de treinador, refez o elenco e ainda persegue os pontos para o acesso. Antítese total do Criciúma, adversário deste sábado (18), às 16h20, no Gigante do Itiberê, em Paranaguá.

Um apostador não colocaria as fichas no time catarinense no início do campeonato. Depois de um 7.º lugar no Estadual, o azarão surpreendeu e chegou à 18.ª rodada na liderança. Não por acaso é o melhor em vários quesitos: vitórias, ataque, aproveitamento e artilheiro da competição. Bastante para quem tinha o objetivo de chegar aos 46 pontos – hoje tem 39 – e permanecer na Série B.

O próprio abismo financeiro entre as duas equipes inverteria essa situação. De acordo com um estudo da Pluri Consultoria, o valor de mercado do Tigre era de R$ 16,5 milhões. Bem abaixo dos R$ 55,5 milhões apontados para o Rubro-Negro.

Mas o que deu certo lá que não funcionou com o Atlético? O diretor de futebol do Tigre, Waldeci Rampinelli, arrisca uma resposta. "O futebol não tem muito segredo. É dedicação e um pouco de sorte. A sorte vem com competência. E claro, muito trabalho."

Ele, porém, esqueceu dois pontos: manutenção de treinador e elenco fechado antes da competição. É o que está pesando contra o Furacão, segundo o treinador Ricardo Drusbcky. "Por ser um mercado vendedor de jogadores, o futebol brasileiro não consegue manter elencos por muito tempo. E tem a questão da instabilidade de treinador, não só no Atlético. Isso atrapalha muito qualquer projeto tático e de equipe. É o futebol brasileiro", justifica.

Mesmo assim, o goleiro Weverton demonstra otimismo. "O Atlético continua sendo um favorito para subir. Infelizmente a nossa posição na tabela não nos coloca na Primeira Divisão. Mas temos um elenco qualificado, que tem condições para subir. A nossa esperança é que cada vez o time cresça mais. Quando o Atlético colocar o pé no G4 não vai sair mais", espera.

Só que para entrar no grupo que garante o acesso e permanecer por lá não será uma tarefa simples. Isso porque, ao contrário das seis edições anteriores da Série B no formato de pontos corridos, o aproveitamento dos integrantes do G4 está maior.

Historicamente, os times conseguem a classificação com uma média de 54% dos pontos disputados. Em 2012, porém, o 4.º colocado (São Cae­­tano) está com 64,7% de aproveitamento.

No melhor dos cenários, o Rubro-Negro precisaria de mais 36 pontos até o final do campeonato (57% dos pontos). No entanto, se a base for este ano, a conta é de campeão: outros 47 pontos, ou seja, aproveitamento de 75%, pouco abaixo do que tem o Criciúma (76,5%).

"O Atlético não se encontrou ainda, mas até por ser futebol brasileiro, nada nos impede de dar uma arrancada agora", ambiciona Drubscky, que comandará o Atlético na beira do gramado pela primeira vez – ele cumpriu quatro jogos de suspensão.

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