
Emanuel tem tudo para terminar 2011 com mais uma marca inédita. Desta vez, fora das quadras de areia. Ele é um dos três finalistas na disputa do título de melhor atleta brasileiro do ano, na entrega do Prêmio Brasil Olímpico, a partir das 19h30, no Rio de Janeiro.
O ano do paranaense foi impecável: aos 38 anos, sagrou-se tricampeão mundial de vôlei de praia, bicampeão dos Jogos Pan-Americanos, dez vezes campeão do Circuito Mundial, oito títulos do Circuito Brasileiro. Em junho, recebeu da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) uma estátua de cinco metros, que ficou exposta em pontos turísticos da Itália, para lembrar que ele é um dos "heróis do voleibol".
Esta noite, pode ser o primeiro jogador de vôlei de praia a ganhar a comenda espécie de oscar do esporte oferecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há 13 anos.
"A Shelda já foi indicada [em 1999, 2000 e 2004], mas não levou. A dupla Juliana e Larissa também foi finalista no ano passado [perderam para a saltadora Fabiana Murer]; então, posso ser o primeiro atleta do vôlei de praia a receber esse título", destaca o curitibano, ansioso, à Gazeta do Povo. Outras finalistas foram Adriana Behar (2002) e Larissa (2006).
O Mano, como é chamado por seu parceiro de dupla, Alison, sabe que tem uma concorrência muito forte: os outros dois indicados no masculino são o nadador Cesar Cielo e o ginasta Diego Hypólito.
"São dois ícones. O Cielo é um supercampeão. O Diego tem um carisma espetacular", diz o paranaense. O ginasta foi finalista em outras quatro edições do evento, entre 2006 e 2008. Nas duas últimas, perdeu para o nadador, indicado pela quarta vez.
Ambos tiveram anos igualmente importantes. Diego começou 2011 recuperando-se de uma cirurgia no tornozelo esquerdo e garantiu vaga na Olimpíada de Londres com o bronze no solo, no Campeonato Mundial, disputado no Japão, em setembro. Uma semana depois, ganhou três ouros no Pan-Americano de Guadalajara: nas disputas por equipe, solo e salto.
Para Cielo, foi a hora da volta por cima. Depois de ser flagrado no exame antidoping pelo uso de furosemida e absolvido pela Corte Arbitral do Esporte às vésperas do Campeonato Mundial de Xangai (China), venceu os 50m livre e 50m borboleta na competição.
Nos Jogos Pan-Americanos Guadalajara, conquistou quatro ouros: nos 50m e 100m livre, nos revezamentos 4x100m livre e medley, com quebras de recorde da competição nas três primeiras provas.
Emanuel prefere não comentar o ano de altos e baixos de Cielo para falar porque gostaria de ser eleito o melhor atleta brasileiro de 2011.
"Consegui me superar do ano passado para este. Fazia três anos que não vencia um Mundial ou o Circuito. Consegui revolucionar meu treinamento, passar experiência para um atleta mais jovem", explica.
Ele quer usar os próximos seis meses para confirmar a vaga olímpica, em que busca seu segundo ouro, e lapidar o time. "Tento passar [ao Alison] a filosofia de que uma medalha olímpica se constrói durante esses quatro anos de preparação", fala.
A escolha do melhor atleta é a soma do votos de um júri técnico formado por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte e o voto do público, via internet.
No feminino concorrem a remadora Fabiana Beltrame, campeã mundial no single skiff peso leve, a saltadora Fabiana Murer, campeã mundial da modalidade, e Maurren Maggi, tricampeã dos Jogos Pan-Americanos.
Ao vivo
Prêmio Brasil Olímpico, às 19h30, no SporTV.



