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Brasileiro

Entre gols e caneladas, Nieto se torna esperança atleticana

Argentino costuma tropeçar na bola e ser vaiado, mas foi o herói de duas vitórias que deixam o Furacão vivo na luta contra a degola

O argentino Nieto esteve em campo 15 vezes pelo Rubro-Negro no Brasileiro. Em duas, contra Inter e Atlético-GO, foi decisivo com seus gols de cabeça | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
O argentino Nieto esteve em campo 15 vezes pelo Rubro-Negro no Brasileiro. Em duas, contra Inter e Atlético-GO, foi decisivo com seus gols de cabeça (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

Dois jogos e quatro gols. De forma sucinta, esse é o resumo da participação do atacante Nieto no Bra­­sileirão deste ano. A média seria es­­petacular caso fossem descontadas as outras 13 partidas nas quais passou em branco. No entanto, o argentino foi decisivo quando balançou a rede, dando relativo alento à torcida na incessante luta para fugir do rebaixamento.

O primeiro ato do gringo foi diante do Internacional, na 27.ª rodada, quando marcou duas vezes, garantindo a vitória rubro-negra. O segundo aconteceu no último domingo ao virar o confronto com o Atlético-GO. Seis pontos que deixaram o time da Baixada mais próximo de escapar da degola – está a um do Ceará, o primeiro fora da zona de rebaixamento.

Os quatro tentos – os únicos dele no campeonato e que o deixam na artilharia do time ao lado de Guerrón e Marcinho – saíram de jogadas aéreas. A cabeça é visivelmente a melhor saída para jogar com Nieto. Não são raras as trapalhadas com a bola nos pés. Ora um passe errado, ora uma tropeçada na pelota, ora uma tentativa mal-sucedida de drible.

"É o meu forte [o jogo aéreo] e tenho treinado continuamente. Tive duas vezes a oportunidade de fazer gols e marquei", disse o atacante no domingo.

Os lances no estilo "caneleiro" normalmente vêm acompanhados de vaias das arquibancadas na Arena. Nada, po­­rém, que se sobreponha à come­­moração da torcida quando balança a rede ou que tire a confiança do jogador.

"Sou centroavante e estou aqui para fazer gol. Fiz dois e espero continuar dessa forma, ser o ‘matador’ que a torcida tanto quer", comentou, não se entregando à difícil situação do Rubro-Negro.

Há outro aspecto no qual o torcedor atleticano não pode reclamar de Nieto: a vontade. "Sempre entro em campo com determinação, seja jogando ou ficando no banco", ressaltou.A trajetória do jogador nascido em Buenos Aires, 28 anos, é repleta de idas e vindas. Do argentino Almagro tomou o caminho da Europa, direto para o Rangers da Escócia – lá chegou a jogar partidas da Liga dos Campeões. Sem sucesso, começando a peregrinação. Es­­­tre­­la da Ama­­dora (Portugal), Ge­­noa e Verona (Itália), e o re­­­tor­­­no para o país hermano para defender Hura­­cán, Banfield e Colón. Desem­­barcou meio sem querer em Curitiba em julho de 2010, como "brinde" na negociação do equatoriano Guerrón.

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