
Dois jogos e quatro gols. De forma sucinta, esse é o resumo da participação do atacante Nieto no Brasileirão deste ano. A média seria espetacular caso fossem descontadas as outras 13 partidas nas quais passou em branco. No entanto, o argentino foi decisivo quando balançou a rede, dando relativo alento à torcida na incessante luta para fugir do rebaixamento.
O primeiro ato do gringo foi diante do Internacional, na 27.ª rodada, quando marcou duas vezes, garantindo a vitória rubro-negra. O segundo aconteceu no último domingo ao virar o confronto com o Atlético-GO. Seis pontos que deixaram o time da Baixada mais próximo de escapar da degola está a um do Ceará, o primeiro fora da zona de rebaixamento.
Os quatro tentos os únicos dele no campeonato e que o deixam na artilharia do time ao lado de Guerrón e Marcinho saíram de jogadas aéreas. A cabeça é visivelmente a melhor saída para jogar com Nieto. Não são raras as trapalhadas com a bola nos pés. Ora um passe errado, ora uma tropeçada na pelota, ora uma tentativa mal-sucedida de drible.
"É o meu forte [o jogo aéreo] e tenho treinado continuamente. Tive duas vezes a oportunidade de fazer gols e marquei", disse o atacante no domingo.
Os lances no estilo "caneleiro" normalmente vêm acompanhados de vaias das arquibancadas na Arena. Nada, porém, que se sobreponha à comemoração da torcida quando balança a rede ou que tire a confiança do jogador.
"Sou centroavante e estou aqui para fazer gol. Fiz dois e espero continuar dessa forma, ser o matador que a torcida tanto quer", comentou, não se entregando à difícil situação do Rubro-Negro.
Há outro aspecto no qual o torcedor atleticano não pode reclamar de Nieto: a vontade. "Sempre entro em campo com determinação, seja jogando ou ficando no banco", ressaltou.A trajetória do jogador nascido em Buenos Aires, 28 anos, é repleta de idas e vindas. Do argentino Almagro tomou o caminho da Europa, direto para o Rangers da Escócia lá chegou a jogar partidas da Liga dos Campeões. Sem sucesso, começando a peregrinação. Estrela da Amadora (Portugal), Genoa e Verona (Itália), e o retorno para o país hermano para defender Huracán, Banfield e Colón. Desembarcou meio sem querer em Curitiba em julho de 2010, como "brinde" na negociação do equatoriano Guerrón.



