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Eleição na Baixada

Entre o futebol e o patrimônio

Na semana em que joga a permanência na elite, clube mergulha na disputa eleitoral. Situação valoriza Arena e Copa, oposição prega foco na bola e ataca mercantilização

25 anos depois, um reencontro diferente- O duelo decisivo entre Atlético e Flamengo, no próximo domingo, remete obrigatoriamente a um outro encontro entre os dois times, 25 anos atrás. Era 1983 e os dois clubes disputavam uma vaga na final do Campeonato Brasileiro. No jogo de maior público na história do futebol paranaense, o Furacão levou a melhor. Venceu por 2 a 0, dois gols de Washington (foto). Mas a vaga na decisão ficou com o Fla de Zico, que conquistaria o título nacional daquele ano. |
25 anos depois, um reencontro diferente- O duelo decisivo entre Atlético e Flamengo, no próximo domingo, remete obrigatoriamente a um outro encontro entre os dois times, 25 anos atrás. Era 1983 e os dois clubes disputavam uma vaga na final do Campeonato Brasileiro. No jogo de maior público na história do futebol paranaense, o Furacão levou a melhor. Venceu por 2 a 0, dois gols de Washington (foto). Mas a vaga na decisão ficou com o Fla de Zico, que conquistaria o título nacional daquele ano. (Foto: )

A definição do futuro em campo e fora dele. Em meio à semana final da Série A, o Atlético divide o foco entre a sobrevivência na elite e a proximidade da eleição para os Conselhos Deliberativo e Administrativo, na próxima segunda-feira, um dia depois do decisivo jogo contra o Flamengo, na Arena.

Enquanto o elenco preparava a volta do Recife, onde adiou o alívio tão esperado ao perder para o Náutico por 2 a 1, a situação formalizava a candidatura de Gláucio Geara e do atual diretor de futebol, Marcos Malucelli, para as presidências dos Conselhos Deliberativo e Administrativo do clube, respectivamente. José Henrique de Faria e Nelson Fanaya encabeçam a chapa de oposição, anunciada na sexta-feira. A escolha dos substitutos de Mário Celso Petraglia (Deliberativo) e João Augusto Fleury (Administrativo) caberá a um colégio eleitoral de 2.300 pessoas, entre conselheiros e sócios, e valerá para o triênio 2009/ 2011.

Patrimônio e futebol. Futebol e patrimônio. Os dois pilares sustentam a base das propostas de cada uma das chapas. Nesta ordem de importância.

"A valorização profissional dos jogadores virou um negócio. O atleta entra por tanto e sai por tanto. Tivemos 80 jogadores vendidos sem sequer passar pelo time profissional e o dinheiro não entra só para o Atlético, vai para os empresários também. Por isso temos uma dívida de R$ 15 milhões", critica Faria, ex-reitor da UFPR e presidente do Conselho Deliberativo atleticano em 1995 e 1996.

"Nós temos de dar valor também ao patrimônio, que é base de um clube. O nosso CT e a nossa casa são um orgulho. Temos um projeto que é a conclusão da Arena e uma Copa do Mundo pela frente. O importante é ter uma visão estratégica, não pensar só no dia. Vejo pelo lado financeiro, empresarial. Com a Arena pronta teremos 40 mil sócios, 20 mil a mais do que hoje. Não vamos sacrificar nossa responsabilidade patrimonial", contrapõe Geara, conselheiro atleticano há oito anos e membro do Conselho Administrativo atual.

Os dois candidatos, porém, prometem também não esquecer das áreas em que o oponente pretende focar a campanha. Reconhecendo o recente retrospecto ruim dentro de campo, Geara diz que o Atlético será forte em todas as categorias.

"Podemos até não ganhar, isso é do futebol, mas temos de estar sempre entre os primeiros", afirmou, antes de listar as principais ações defendidas pela chapa "Coração Rubro-negro". "Organização, ênfase na formação de atletas e investimento no futebol, mas sem sacrifício para o patrimônio."

Faria, por sua vez, disse que o patrimônio não será deixado em segundo plano com a prioridade ao futebol. "Não vamos deixar de trabalhar pela vinda da Copa do Mundo, pela conclusão da Arena. Respeitamos e admiramos a evolução patrimonial. Mas o Atlético é um clube de futebol, não podemos sobrepor nenhum interesse a isso. Vamos valorizar o futebol para vencer torneios nacionais e internacionais", disse um dos cabeças do grupo "Mais Futebol".

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