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Fórmula 1

Equipes têm novo prazo para reagir

Brawn, Red Bull e Toyota seguem absolutas na categoria. Apenas Felipe Massa, com o surpreendente 4.º lugar no grid, demonstrou um ligeiro sinal de reação da Ferrari

Festa dos emergentes: Jenson Button (centro, Brawn GP),  Sebastian Vettel  (Red Bull) e  Rubens Barrichello (Brawn GP) são os três primeiros no grid de largada na Espanha | Josep Lago/AFP
Festa dos emergentes: Jenson Button (centro, Brawn GP), Sebastian Vettel (Red Bull) e Rubens Barrichello (Brawn GP) são os três primeiros no grid de largada na Espanha (Foto: Josep Lago/AFP)
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Confira o grid de largada

Vendo a estreante Brawn GP, seguida por Red Bull e Toyota, dominar as quatro primeiras provas do campeonato – Austrália, Malásia, China e Bahrein –, as poderosas Ferrari, McLaren, Renault e BMW prometeram uma reação. Colocaram até data: o início da temporada europeia da Fórmula 1. No GP da Espanha, cuja largada será hoje, às 9 horas (de Brasília), tudo seria diferente.

No dia marcado, porém, o discurso parece longe de se tornar realidade. Não por falta de trabalho das equipes, que desenvolveram uma série de modificações nos carros – na verdade as dez escuderias, das mais rápidas às mais lentas, fizeram seus ajustes. Mas principalmente pela proibição dos testes.

Se nas temporadas anteriores as adaptações podiam ser avaliadas exaustivamente, em 2009 a observação se resumiu aos simuladores e túneis de vento. Na prática, os pilotos só puderam testar as novidades nos treinos livres de sexta-feira, já em Barcelona.

Limitação que deve esticar o prazo para as mudanças surtirem efeito. O engenheiro Ross Brawn, dono da Brawn GP, aposta em um período de adaptação de três corridas. "O verdadeiro potencial de cada time para o restante da temporada só será conhecido depois do GP da Turquia (7/6). É preciso dar um tempo para os projetistas descobrirem o que os novos carros podem fazer", afirma o chefe dos líderes do campeonato, Jenson Button e Rubens Barrichello.

A equipe sensação não se acomodou e também levou novidades aerodinâmicas à Espanha. A principal é um apêndice no aerofólio dianteiro, com a intenção de gerar mais pressão e manter a frente do carro mais presa ao asfalto. Ideia adotada também pela maioria.

Ou seja, outra dificuldade para quem não começou bem é saber que os adversários não estão parados. "Seria ilusão pensar que, enquanto trabalhávamos, as demais equipes ficariam com as mãos nos bolsos", diz o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, que começou o ano como favorito e até agora não marcou um ponto sequer – o companheiro Kimi Raikkonen tem apenas três.

Desempenho tão ruim que levou a escuderia italiana a ser a recordista de mudanças. "É uma espécie de versão B do F60", define o colunista da Gazeta do Povo, Cassiano Mariani. "O carro é mais leve e conta com o difusor duplo, peça que obrigou os engenheiros a redesenhar a maior parte dos sistemas eletrônico e hidráulico", explica.

Mudanças que levaram Massa a dizer durante a semana, em meio a risos, que apenas o bico do carro continuava igual e que a Ferrari tinha até o "buraco no rabo" agora – se referindo ao orifício do polêmico difusor, no início usado apenas por Brawn, Toyota e Williams. Bom humor proporcionado pela expectativa de melhora, um alento diante do surpreendente quarto lugar no grid de largada – seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, por exemplo, amarga a 16ª posição na largada.

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