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Copa 2014

Erros atrasam aprovação de leis pró-Mundial

Modificados mais uma vez, projetos voltam a ser analisados por comissões e não têm mais data para serem votados na Assembleia

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) incluiu no pacote de isenção fiscal o ICMS: lapso do governo | Hugo Harada/ Gazeta do Povo
O deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) incluiu no pacote de isenção fiscal o ICMS: lapso do governo (Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo)
Entenda como funcionará a operação que viabiliza as obras da Arena |

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Entenda como funcionará a operação que viabiliza as obras da Arena

Um lapso do Poder Executivo, ca­­sado com emendas de deputados estaduais, atrasou a im­­plantação de duas importantes leis para a realização da Copa do Mun­­do no Para­ná. Tanto o projeto que isenta de tributos as atividades ligadas ao Mundial, os chamados fatos geradores, quanto o que permite o uso de recursos do Fundo de Desenvol­­vimento Econômico (FDE) na viabilização das obras da Arena, terão de percorrer o caminho inverso a partir de hoje.

Depois de aprovadas ontem, em primeira discussão, pela As­­sembleia Legislativa, as proposições retornarão à Comissão de Cons­­tituição e Justiça (CCJ). E, por iniciativa do deputado Elio Rusch (DEM), precisarão necessariamente da chancela de outra comissão, a de Finanças.

A burocracia pode ser creditada, em parte, a um erro de redação do governo estadual, autor dos projetos. O Executivo esqueceu de incluir no pacote de benesses o Imposto sobre Circulação de Mer­­cadorias e Prestação de Serviços, o ICMS, principal fonte de arrecadação do estado, o que obrigou o de­­putado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) a apresentar uma emenda substitutiva para corrigir o texto. "Acho que foi um esquecimento, simplesmente", disse Romanelli, que compõe a base de apoio ao go­­vernador Orlando Pessuti (PMDB). De acordo com o parlamentar, a receita anual apenas com o ICMS é estimada em R$ 14 bilhões.

Além do ICMS, todas as operações que envolvam a Fifa e as obras de readeaquação do estádio atleticano ficam isentas do Imposto so­­bre a Transmissão Cau­­sa Mortis e Doação de Quais­­quer Bens ou Direitos (ITCMD); Imposto sobre a Propriedade de Veículos Auto­mo­tores (IPVA); e outras taxas não especificadas. "O que deve reduzir em 30% o custo final da Arena", afirmou Ro­­manelli. O montante a ser investido na praça de esportes, porém, só será anunciado após a conclusão do projeto executivo, previsto para o fim do ano.

Já em relação à disponibilidade do FDE, o deputado Jocelito Canto (PTB) solicita que a engenharia financeira seja estendida para Ponta Grossa. "Estimo que com R$ 8 milhões conseguimos reformar o Estádio Germano Kruger e habilitá-lo para receber alguma seleção durante a Copa", comentou o parlamentar.

A tendência, contudo, é que os projetos virem lei apenas com a inclusão do ICMS. Pelo texto, en­­trariam em vigor imediatamente após a publicação em diário oficial, com validade até o fim de 2014. Não há data para a nova votação em plenário.

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