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| Foto: Antonio Scorza/AFP
  • Veja como foi a estreia na Copa de 2006 e a possível na da África em 2010

Mesmo a nove meses da Copa do Mundo, a impressão é de que o Brasil está pronto para estrear na África do Sul. Além de um time definido, o técnico Dunga – depois de muitas contestações – conseguiu algo mais importante: organização tática e padrão de jogo raros de se ver na seleção.

O volante Gilberto Silva está longe de ser unanimidade. Há quem torça o nariz também para outros, como o lateral-esquerdo André Santos, o volante Elano ou até o atacante Robinho. Mas o fato é que eles fazem parte de um conjunto que vem dando certo.

Se nenhuma contusão atrapalhar, a formação do segundo campo, que bateu a Argentina fora de casa e garantiu a classificação com três rodadas de antecedência, será a da primeira partida brasileira na Copa – exceção feita ao zagueiro Luisão, substituto do lesionado Juan.

Não é uma equipe de toque de bola vistoso, mas extremamente eficiente. Tem uma defesa forte, um meio de campo pronto para roubar a bola e um contra-ataque mortal. Sem falar no excelente aproveitamento nas bolas paradas.

Definir um time, porém, não chega a ser tão impressionante se lembrarmos que Carlos Alberto Parreira terminou as Eliminatórias de 2005 escalando Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emer­­son, Zé Roberto, Kaká e Ronal­­dinho Gaúcho; Ronaldo e Adri­­a­­­no. Exatamente a formação que estrearia na Copa da Ale­­manha sem o padrão de jo­­go ne­­cessário (primeiro campo).

Esse time, aliás, em momento algum passou a confiança esperada. O melhor momento havia sido na Copa das Con­federações de 2005, mas com Robinho no lugar de Ronaldo, o que dava mais mobilidade ao ataque.

Desta vez, a seleção campeã da Copa das Confederações é a mesmo da reta final das Elimina­­tórias. Elano até chegou a revezar com Ramires, Maicon com Daniel Alves; An­­dré Santos assumiu há pouco a titularidade. Mas são mudanças que não fazem tanta diferença. Afinal, o modo de jogar está definido de uma maneira que permite trocas. Uma ou outra, claro, para não atrapalhar o conjunto. No momento, só não dá para imaginar a seleção sem o cérebro Kaká, o artilheiro Luís Fabiano e a muralha Júlio César.

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Gênio - Dunga (foto 1)

Não existe outra possibilidade a não ser entregar o simbólico troféu de gênio da rodada para o treinador brasileiro. Com persistência, e fazendo pouco caso dos críticos, o ex-volante transformou um time despretensioso – e desprestigiado – em uma seleção de verdade, capaz de bater sem dó na Argentina, fora de casa, por 3 a 1, garantindo com três rodadas de antecedência o Brasil na Copa.

Professor Pardal - Oscar Tabárez (foto 2)

O Uruguai se distanciou um pouco mais da Copa de 2010. Tudo porque o treinador da Celeste não conseguiu dar um padrão de jogo a equipe, dependente quase que exclusivamente do talento de Diego Forlán. Como o atacante, suspenso, não pôde enfrentar o lanterna Peru, derrota uruguaia (1 a 0). É bom lembrar que os vizinhos já não embarcaram para a Alemanha, em 2006.

Operário-padrão - Kaká (foto 3)

A cada partida que passa, o craque da seleção brasileira se torna ainda mais indispensável. Organizou o meio de campo contra a Argentina, com arrancadas e passes primorosos, como no lance que originou o segundo gol de Luís Fabiano na partida. É, também, o líder técnico do grupo que irá ao Mundial no ano que vem.

Peladeiro - Nicolás Otamendi (foto 4)

O lento zagueiro argentino ajudou a encurtar o caminho da seleção brasileira rumo a África do Sul. No primeiro gol do time canarinho, o defensor esqueceu de marcar Luisão. No terceiro, perdeu na corrida para Luís Fabiano. O artilheiro da era Dunga com 19 gols só teve o trabalhar de tirar do alcance do goleiro Andújar.

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