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Entrevista

Está tudo nivelado, confia Carpegiani

Entrevista com Paulo César Carpegiani, técnico do Atlético

Carpegiani vê o Atlético com potencial até para entrar na briga pelo título | Priscila Forone/ Gazeta do Povo
Carpegiani vê o Atlético com potencial até para entrar na briga pelo título (Foto: Priscila Forone/ Gazeta do Povo)

O técnico do Atlético, Paulo César Carpegiani, estava mais descontraído ontem, no CT do Caju. Resultado de duas vitórias consecutivas e da perspectiva da estreia do equatoriano Guerrón, sábado, contra o Fluminense. Após o treino, falou sobre o futuro da equipe, disse que neste Nacional nenhum time se sobressaiu até agora e até se atreveu a comentar sobre a convocação do técnico da seleção, Mano Menezes.

Depois de Cruzeiro e Santos, agora vem o vice-líder Flumi­nense. A tabela está sendo ingrata?

Não estou preocupado com isso. Estou muito confiante. Quando todo mundo estiver à disposição, nós seremos fortes. Eu não quero que os jogadores se acomodem. Temos de procurar a vitória, independentemente de onde seja e contra quem. Temos de ter ambição para buscar algo grande no campeonato.

Hoje você vê algum candidato forte ao título?

Ainda está muito no início. Jo­­gando um futebol convincente, eu ainda não vi. Pode surgir, mas não vai fugir das equipes tradicionais que sempre despontam, e nós queremos nos incluir entre elas. No futebol brasileiro não tem ninguém pronto e isso deve servir de estímulo para nós.

Qual é o nível que você espera dos seus jogadores?

Eles já mostraram uma condição boa contra o Santos. A cobrança é em cima deste desempenho. Contra o Goiás, o rendimento foi bem abaixo do que tivemos em casa. Não podemos voltar a apresentar o mesmo futebol, apesar da vitória. Eu quero ganhar e convencer. Se vencermos no sábado, dormiremos na quinta posição.

Como está a expectativa de ver o Guerrón em ação?

Existe uma vontade para ver como ele vai se sair amanhã [hoje, no amistoso com o Cam­boriú]. Eu sei das características dele, está meio preso ainda, mas vai ser de grande utilidade. O Guerrón está parado há mais de dois meses, mas certamente vai viajar para o Rio de Janeiro e, em princípio, deve iniciar o jogo.

E o Claiton?

Eu conversei com ele e vai ter a oportunidade no momento certo, quando o time estiver bem, dentro da Arena, iniciando uma partida. Eu tenho que ter responsabilidade para dar a chance dele mostrar o que sabe fazer na hora certa. Depois, se vai ser titular. Depende da atuação dele.

Qual a sua opinião sobre a primeira convocação do Mano?

Foi muito coerente, no agrado geral, dentro do que o treinador pretende. Bem diferente de no clube, na seleção você escolhe quem quer. Tem bastante qualidade técnica à disposição. Para ter sucesso, basta coerência na hora de convocar e o Mano teve.

Alguém do Atlético poderá ser convocado no futuro? Em quem você apostaria?

Prefiro apostar na parte coletiva para amanhã ou depois surgir alguém. Hoje o Paulo [Baier] seria uma grande opção, mas não tem mais idade para a Copa. Prefiro segurar um pouco. Se demonstrarmos um bom futebol, em uma boa campanha, o Mano vai ser justo e convocar quem se sobressair.

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