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Brasileiro

Estatísticas do Atlético são melhores sem Baier

Companheiros lamentam ausência do camisa 10 na próxima partida, mas números apontam rendimento superior sem ele no Brasileiro

Apesar dos números, Paulo Baier segue sendo fundamental para o torcedor do Atlético | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Apesar dos números, Paulo Baier segue sendo fundamental para o torcedor do Atlético (Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

Com o meia Paulo Baier suspenso para o jogo de domingo com o Atlético-GO, as lamentações têm sido constantes no CT do Caju. O curioso é que, estatisticamente, o Furacão tem um aproveitamento melhor sem o seu camisa 10.

Nos 17 jogos do Brasileiro em que o jogador de 37 anos es­­teve em campo, o Atlético venceu apenas duas vezes – Ceará e Internacional. Aproveitamento de 21,5%. Já nos 15 jogos em que Baier não atuou, ocorreram cinco vi­­tórias, com a conquista de 44,4% dos pontos.

O técnico Antônio Lopes, po­­rém, pre­­fere ignorar o levantamento. "Esta­tística não vigora mui­­­­to em futebol, principalmente em se tratando deste tipo", diz. "Não é problema do Paulo o fato de ter entrado, jogado e o time não alcançar em determinadas partidas os re­­sul­­tados. Esta­tística fica para segundo plano", defende o Dele­­ga­­do.

O baixo aproveitamento do meia não é difícil de explicar. O pro­­­­blema está no começo do Na­­cio­­­­­­nal. Baier atuou em oito das nove primeiras rodadas, período em que o clube ficou sem vitória, e­­men­­­­dando sete derrotas e dois em­­­pates. O péssimo desempenho levou à troca de Adilson Batista por Re­­­nato Gaúcho no comando técnico.

Porém, justamente na gestão Renato Gaúcho e da melhora da pon­­tuação, Baier sentiu uma lesão na coxa que o afastou por 15 rodadas. Herança do desgastante primeiro semestre, quando foi o se­­gun­­do atleta do elenco que mais jogou.

Ao retornar, há nove rodadas, voltou a se destacar. Dos últimos quatro gols, dois foram marcados por ele, consolidando a posição de artilheiro do time no ano, com 16. Sem contar as cobranças de falta e assistências que justificam o discurso do zagueiro Gus­­tavo, por exemplo: "Todo mundo sabe da importância do Paulo. Um jogador experiente, calejado, o capitão da equipe. É um líder. Vai fazer falta, sem dúvida".

Lopes também elogia, mesmo acreditando que Marcinho conseguirá substituí-lo à altura. "É tecnicamente muito bom. Arma bem as jogadas, faz boas assistências e decide nas bolas paradas", resume.

O treinador ainda lembrou que a liderança de Baier, ao reclamar com a arbitragem, resultou na anu­­­­lação de um gol do Santos na última rodada. "Se fosse outro jo­­ga­dor, sem a experiência dele, po­­de­­ríamos ter sofrido mais um gol."

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