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Brasileiro

Faltou ataque

Eliminado da briga pela Libertadores, Atlético volta a escancarar um problema crônico ao longo da temporada: deficiência ofensiva

Maikon Leite até tentou, mas sem o capitão Paulo Baier o Atlético perdeu em organização | axLC-Moreira-AE
Maikon Leite até tentou, mas sem o capitão Paulo Baier o Atlético perdeu em organização (Foto: axLC-Moreira-AE)
Veja a ficha técnica de Atlético 1x1 Ceará |

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Veja a ficha técnica de Atlético 1x1 Ceará

O sonho acabou. Se durante toda a competição o Atlético reclamou de erros de arbitragem, quando precisou apenas de si para seguir vivo na competição, a equipe esbarrou em um Ceará que teve um homem a menos durante 45 minutos. O placar de 1 a 1 em Fortaleza escancarou a principal deficiência atleticana: o ataque. E, sem Paulo Baier, que esteve suspenso, ninguém conseguiu ser herói nos minutos finais.

"Perdemos para nós mesmos", re­­clamou o volante Claiton, que en­­trou no decorrer da partida. O técnico Sérgio Soares mandou a campo cinco jogadores ofensivos no segundo tempo – Netinho, Bruno Mi­­nei­­ro, Maikon Leite, Guerrón e Bran­­quinho, mas nenhum conseguiu o gol que manteria a equipe viva na última rodada. "Jogamos o segundo tempo com um a mais e não soubemos aproveitar. Não pode, o time lu­­tando pela Libertadores, jogar do jeito que jogou", esbravejava Claiton.

E o empate, em outras circunstâncias, seria lucro, já que além de uma bola na trave, o goleiro Neto fez uma defesa espetacular em uma cabeçada à queima roupa. "Não pode sofrer a pressão que sofreu com um a mais", cobrou o lateral-esquerdo Paulinho. Ele, que cruzou a bola para o gol de Rafael Santos, não entendeu uma jogada ensaiada com Branquinho, que acabou gerando o contra-ataque do gol cearense. "Eu devia ter batido a bola na área", reconheceu Branquinho, que teve atuação decepcionante.

Com o empate no Nordeste e as vitórias de Grêmio e Botafogo, o G4 ficou inatingível, uma vez que os concorrentes têm confronto direto na última rodada. Com 57 pontos, o Furacão pode chegar a 60 – pontuação atual do time gaúcho – mas mesmo melhor nos critérios que o rival, ficaria atrás dos cariocas em caso de vitória botafoguense, que tem 59 pontos.

A equipe vai conseguir a melhor campanha (ficará entre quinto e oitavo) desde o vice-campeonato de 2004, mas ficou sem a Libertadores. E os jogadores, sem uma premiação prometida em caso da classificação e outra extra, então articulada por conselheiros e torcedores. Dinheiro que fará falta no bolso dos atletas, mas que em 2011 pode ser aplicado para solucionar a deficiência crônica no ataque.

Durante a temporada, o clube fechou os cofres, desistindo de Ilan ou Washington, recusou Kléber, então no Inter (agora no Vitória), e dispensou, por indisciplina, o ídolo Alex Mineiro. Apostou alto em Guerrón e Branquinho, que corresponderam até certa altura, mas insistiu em demasia com Bruno Mineiro, Nieto e outros.

"Tentamos tudo que poderíamos fazer dentro do que nós temos", justificou o técnico Sérgio Soares. A despedida, no próximo final de semana contra o Avaí, em casa, só tem uma motivação: encerrar com saldo positivo. Com 16 vitórias (quarto melhor nesse índice, ao lado do Grêmio), o saldo de -3 gols comprova o grave defeito rubro-negro.

Sérgio Soares já orquestra novo time

Robson Martins

O técnico Sérgio Soares já deu algumas dicas do que espera do Furacão para 2011, mesmo afirmando que o planejamento para a próxima temporada só será aprofundado após a última rodada do Brasileiro, no domingo.

"Quero uma equipe de velocidade e com reposição rápida. Precisamos ir atrás [de outros atletas]", disse o treinador atleticano, já sabendo que alguns dos atuais jogadores vão sair do clube, "por terem propostas ou por opção".

Um dos que devem ficar é o meia Paulo Baier, que ontem desfalcou o Atlético, por estar suspenso, e hoje deve ter uma reunião que definirá a sua renovação para o ano que vem. Por outro lado, uma das posições que preocupam o técnico é a de centroavante.

"É necessário [um camisa 9], mas não está fácil. O dinheiro é curto", admitiu Soares. "Estamos tentando conseguir o melhor possível", complementou o treinador, afirmando que Nunes, atualmente no Vasco, pode ser uma opção.

Mesmo sem saber com quem poderá contar, o técnico atleticano contou que a ideia é não demorar para formar o time, podendo assim começar forte na Sul-Americana, no Brasileiro, na Copa do Brasil e até no Paranaen­­se de 2011.

"O Estadual não está descartado de forma alguma. O planejamento é montar um elenco forte para começar brigando por título", garantiu Soares. "Para a temporada que vem, tem que começar pensando em conquista. Não sair de baixo para depois se recuperar, como foi este ano", lembrou o comandante atleticano.

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