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- Em 2008, menino de 11 anos também se feriu gravemente em quadra de Guarapuava
Três dias depois da morte de Robson Rocha Costa, jogador de futsal do Atlético Desportivo de Guarapuava, a família, que mora em Foz do Iguaçu, ainda não sabe o que fazer. Indagados a todo instante sobre a intenção de processar clube ou prefeitura, os familiares pedem um tempo até que a dor pela perda se amenize. No sábado (6), no ginásio Joaquim Prestes, Costa se feriu após uma dividida (carrinho) quando uma lasca de madeira do piso se soltou, ferindo-lhe na altura da virilha. Ele foi levado para o hospital e operado, mas não resistiu às complicações.
O pai de Robson, Valter, atendeu à reportagem da Gazeta do Povo no início da noite desta terça. Abalado, ele preferiu não falar muito, deixando a incumbência para dona Marli Costa, mãe de Robson. Ela, contudo, não foi localizada, pois participará nesta quarta-feira do programa Mais Você, transmitido pela RPC TV.
Após o retorno de Marli, a família ficará reclusa por pelo menos três dias. "Estamos muito abalados e quando ela voltar queremos descansar um pouco para tentar esquecer tudo isso. A mãe de minha esposa esta aqui e queremos um pouco de paz, para depois decidir o que fazer", disse Valter Costa. Ele não descarta entrar na justiça contra os responsáveis pela quadra, mas se negou a falar sobre o tema neste momento.
Por outro lado, elogiou toda a assistência que a família recebeu. "Todo mundo, desde o presidente até os colegas de time, nos ajudou muito. Somos muito gratos", disse.
Em 2008, garoto se feriu no mesmo local
A reportagem do Paraná TV desta terça-feira mostrou a história do menino Giuliano Magela, na época com 11 anos. Na disputa de uma partida de futsal, em jogada no mesmo canto da quadra, ele teve a panturrilha perfurada por um pedaço de madeira de aproximadamente 25cm em 2008.
Na época, os administradores da família garantiram que iriam investigar porque o pedaço de madeira se soltou, afinal o piso tinha sido trocado recentemente. Surpresos com o acidente do último fim de semana, pai e filho relembraram os momentos de angústia. Giuliano guarda o pedaço de madeira até hoje e a cicatriz para sempre. Veja mais na reportagem em vídeo.
O ginásio esta interditado pela justiça até que uma investigação sobre as condições do piso seja concluída.



