A eleição no Atlético já tem o seu primeiro candidato: Nelson Fanaya. Advogado e administrador de empresas, 65 anos, ele já foi presidente do Conselho Gestor do Furacão, no segundo semestre de 1999. Agora, larga na frente para a disputa do dia 8 de dezembro.
Para participar do pleito, Fanaya terá de montar uma chapa reunindo 150 sócios com mais de um ano de associação. Número que ele diz estar próximo de alcançar. O prazo para a inscrição é até o dia 3 de dezembro, data indicada no antigo Estatuto Social que se manteve na reforma recente.
"Estamos montando uma chapa para o Conselho Deliberativo com o meu nome para presidente. As pessoas interessadas podem me procurar", diz Fanaya. Após eleito, o Deliberativo escolherá entre os seus participantes os componentes do Gestor.
Segundo Fanaya, o lema do grupo é: Atlético, essa camisa só se veste por amor. "Estamos reunindo atleticanos históricos. Sou conselheiro do clube há mais de 40 anos e é preciso resgatar o sentimento verdadeiro do atleticanismo".
Além de figurar como presidente no primeiro ano da Arena, temporada também do título da Seletiva e da classificação para a primeira Libertadores do Rubro-Negro, Fanaya tem parentesco com dirigentes que marcaram época. É neto de João Alfredo Silva, presidente em 1947 e 48, um dos responsáveis pela montagem do Furacão de 1949; e sobrinho de Jofre Cabral e Silva, presidente em 1968 e um dos maiores ícones da história do Atlético.
Sobre outros nomes de sua chapa, ele prefere não comentar. Questionado se os ex-presidentes Marcos Coelho e Valmor Zimermann farão parte, Fanaya declara: "São grandes amigos meus e acredito que estarão entre os membros".
O candidato não quer se posicionar como situação ou oposição. Porém, faz ressalvas à atual administração. "O Petraglia entrará para a história como o homem que modernizou o clube. Mas queremos resgatar o amor e os anseios de ser campeão".
Embora Fanaya seja o primeiro a se manifestar há menos de um mês da eleição, é real a possibilidade de ocorrer um bate-chapa situação inédita desde a revolução que transformou o Rubro-Negro a partir de 1995, capitaneada por Mário Celso Petraglia.
De dentro do clube, deve surgir mais um concorrente, com chances para João Augusto Fleury, presidente do Conselho Gestor; Marcos Malucelli, diretor do departamento jurídico e vice-presidente de futebol; e Henrique Gaede, conselheiro.
Há ainda a possibilidade de confirmação de outras duas chapas, ambas de oposição. Uma liderada por Marcelo Lopes, o Rato, fundador da torcida organizada Ultras; e outra ainda em articulação, que tem entre os seus componentes Juarez Vilella Filho, colunista do site Furacão.com.



