Uma equipe fundada há apenas seis anos, mas que já possui duas Libertadores no currículo, com uniforme vermelho e azul, colocada exatamente no meio da classificação do seu campeonato nacional e que ataca os adversários com Cafu e Fantasma. Esse é o Unión Maracaibo, primeiro oponente do Paraná na fase de grupos do principal interclubes das Américas. O jogo está marcado para a próxima quinta-feira, às 20h30 (de Brasília), no Estádio Jose Encarnacion "Pachencho" Romero.
O Unión surgiu de uma maneira curiosa, graças a um sistema de franquias similar ao das ligas profissionais norte-americanas. Em 2000, os donos do Atlético Zulia decidiram transferir o clube de Maracaibo para Merida. Sem um time na cidade, um grupo de empresários e o prefeito decidiram fundar uma nova equipe. A escolha das cores foi fácil. O azul e o vermelho são as cores da municipalidade, além de também vestirem o Barcelona (azul e grená, na verdade), time do coração de Alfredo Dominguez, um dos fundadores do Unión.
Além das cores, o Maracaibo carrega outra semelhança com o Paraná: a conquista de títulos nos primeiros anos de existência. Se nos seus seis primeiros anos o Tricolor já colecionava quatro taças estaduais e uma da Segunda Divisão, o Unión, no mesmo espaço de tempo, deu a volta olímpica quatro vezes em seu país. Na Venezuela, a exemplo da Argentina, a temporada é dividida em torneio Clausura e Apertura. Ou seja, são dois campeões nacionais por ano.
A rápida ascensão em casa levou o Unión a duas Libertadores. No continental, porém, o time não repetiu o mesmo vigor, embora tenha uma marca interessante e animadora: nas duas edições, caiu na chave da equipe que seria campeã.
Em 2004, até surpreendeu ao ficar em segundo no grupo que contava com o Once Caldas, que venceria aquela edição, e o argentino Velez Sarsfield, campeão de 1994. Na repescagem, entretanto, perdeu por 6 a 1 para o Barcelona, do Equador, e foi eliminado.
No ano passado, ficou a um ponto da classificação no grupo que contava com o campeão Internacional e o uruguaio Nacional.
Para a Libertadores 2007, o Unión terá de superar a inconstância das primeiras rodadas do Campeonato Venezuelano. Em seis jogos, tem duas vitórias, três empates e uma derrota. É o sexto colocado em um torneio jogado por 11 associações.
O time tem jogadores de seleção, como o goleiro Angelucci, e estrangeiros de bom nível, como os meias argentinos Figueroa e Galván, ou o zagueiro uruguaio Bevaglio. A aposta do técnico chileno Jorge Pellicer, entretanto, é em uma dupla de ataque que chama a atenção tanto pelo nome quanto pela velocidade: o colombiano Orlando "El Fantasma" Ballesteros e o venezuelano Daniel "Cafu" Arismendi.



