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Paranaense

Faro de gol surpreende até zagueiro rubro-negro

O zagueiro Chico comemora gol contra o Iraty na 1ª fase | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
O zagueiro Chico comemora gol contra o Iraty na 1ª fase (Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo)

Gols não são a especialidade do zagueiro Chico, mas nos últimos quatro do jogos do Atlético no Paranaense ele marcou três e chegou a quatro na temporada. O recente faro de artilheiro faz do camisa 3 o terceiro goleador do Rubro-Negro no ano, atrás apenas dos atacantes Rafael Moura (oito) e Lima (cinco).

O bom desempenho ofensivo surpreende o próprio defensor. Afinal, em todo o ano passado Chico não marcou nenhuma vez. Da defesa, os colegas Rhodolfo e Antônio Carlos eram os mais habituados a apoiar o ataque.

No entanto, com a fortíssima marcação aplicada sobre meias e alas do Furacão, o técnico Geninho tem pedido que todos os beques apareçam na frente, quando possível, como elementos-surpresa.

"Contra o Paranavaí (vitória por 2 a 0, na quinta-feira) fiquei mais feliz por não termos tomado gol do que por eu ter feito um. Eu entro em campo é para tentar não deixar o adversário marcar", assegura o prata da casa, de 22 anos.

Volante de origem, Chico firmou-se mesmo como zagueiro. Sob o comando de Geninho, é titular absoluto do setor esquerdo na trinca defensiva. Realidade que não o faz deixar de sonhar com uma vaga no meio.

"Estou aqui para ajudar. Volante sempre foi meu forte, mas venho jogando de zagueiro e muitas vezes tenho liberdade para subir", avalia. "É um jogador muito forte, alto e com ótima presença na bola parada. Tem facilidade para sair para o jogo por ser volante de origem", comenta o técnico.

Neste Estadual, além de quatro bolas na rede, Chico já carimbou a trave adversária em duas oportunidades (frente ao Londrina, na primeira fase, e ACP, na quinta-feira) quando arrancou do campo de defesa.

"Não importa como é o gol, o que vale é o nome que está na súmula", brinca o jogador, que diante o Engenheiro Beltrão fez o gol após um bate-rebate em que a bola tocou por último no seu braço.

E pensar que Chico quase teve seu nome de boleiro mudado no ano passado. Roberto Fernandes, um dos quatro técnicos do Atlético em 2008, queria que a revelação fosse chamada de Chicão.

"Disse que Chico não era nome de jogador, mas não tenho nada contra ele, foi quem primeiro me colocou para jogar", lembra.

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