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Brasileiro

Fase “zen” reforça a relevância de Rafinha

Marcado pelo excesso de amarelos em 2010, armador coxa sofreu apenas três advertências neste campeonato e não é expulso há seis meses

Rafinha relaciona o momento de tranquilidade em campo ao trabalho psicológico | Antonio More/ Gazeta do Povo
Rafinha relaciona o momento de tranquilidade em campo ao trabalho psicológico (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)

Dono de um histórico de ex­­pul­sões durante toda a carreira, o meia Rafinha festeja uma mu­­dança de hábito. Há seis meses o jogador do Coritiba não é tirado de campo pela arbitragem. Em relação ao Brasileiro do ano passado, a média de cartões ama­­relos do jogador caiu quatro vezes.

Em 17 jogos disputados pelo Nacional, o baixinho de 28 anos aprendeu a controlar os nervos. Recebeu apenas três cartões amarelos, um deles, inclusive, forçado por ele próprio.

"Fiquei suspenso só contra o Avaí pelo cartão contra o San­­tos. Mas podemos dizer que foi meio programado, já que eu vinha com uma lesão e precisava me recuperar", conta.

Uma reviravolta se comparado com 2010, quando Rafinha recebeu 12 amarelos em 34 jo­­gos na Série B. "Importante valorizar esse momento. Quan­­do estava com muitos cartões se­­guidos o pessoal acabou pe­­gando no pé. Estou fazendo um trabalho [psicológico] e vem dando certo. A tendência agora é essa: jogar futebol e esquecer de tomar cartão", ressalta o jogador, dividindo os créditos do "momento zen" com a psicóloga do clube, Flávia Focaccia – Rafinha foi expulso pela última vez no duelo com o Ara­­pon­­gas, ainda pelo Estadual (23/3).

De acordo com a psicóloga, o trabalho se constituiu em convencer o armador de que não era preciso alterar a forma de jogar, apenas mudar o comportamento em relação à arbitragem e aos adversários. Prin­ci­­pal­­mente não revidar as faltas sofridas.

Quem também tem se beneficiado desta nova fase do camisa 7 é o técnico Mar­celo Oliveira. "É elogiável [a mudança de comportamento]. As conversas com a psicóloga têm sido muito proveitosas. Nós também orientamos bastante, falando que ele é que tem de provocar a expulsão dos adversários por sua habilidade, sua técnica. Está compreendendo bem", afirma o técnico, que tem no atleta um dos mais regulares do elenco.

A fase realmente é boa. Titular absoluto da equipe, o meia tem três gols e quatro assistências no Brasileiro. "Em campo venho correspondendo, fazendo o que o técnico pede. Esquecendo o lado da arbitragem, porque a gente não precisa disso", diz Rafinha, planejando manter a distância dos cartões para estar em campo em todas as 15 partidas restantes até o fim da temporada.

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