
Dono de um histórico de expulsões durante toda a carreira, o meia Rafinha festeja uma mudança de hábito. Há seis meses o jogador do Coritiba não é tirado de campo pela arbitragem. Em relação ao Brasileiro do ano passado, a média de cartões amarelos do jogador caiu quatro vezes.
Em 17 jogos disputados pelo Nacional, o baixinho de 28 anos aprendeu a controlar os nervos. Recebeu apenas três cartões amarelos, um deles, inclusive, forçado por ele próprio.
"Fiquei suspenso só contra o Avaí pelo cartão contra o Santos. Mas podemos dizer que foi meio programado, já que eu vinha com uma lesão e precisava me recuperar", conta.
Uma reviravolta se comparado com 2010, quando Rafinha recebeu 12 amarelos em 34 jogos na Série B. "Importante valorizar esse momento. Quando estava com muitos cartões seguidos o pessoal acabou pegando no pé. Estou fazendo um trabalho [psicológico] e vem dando certo. A tendência agora é essa: jogar futebol e esquecer de tomar cartão", ressalta o jogador, dividindo os créditos do "momento zen" com a psicóloga do clube, Flávia Focaccia Rafinha foi expulso pela última vez no duelo com o Arapongas, ainda pelo Estadual (23/3).
De acordo com a psicóloga, o trabalho se constituiu em convencer o armador de que não era preciso alterar a forma de jogar, apenas mudar o comportamento em relação à arbitragem e aos adversários. Principalmente não revidar as faltas sofridas.
Quem também tem se beneficiado desta nova fase do camisa 7 é o técnico Marcelo Oliveira. "É elogiável [a mudança de comportamento]. As conversas com a psicóloga têm sido muito proveitosas. Nós também orientamos bastante, falando que ele é que tem de provocar a expulsão dos adversários por sua habilidade, sua técnica. Está compreendendo bem", afirma o técnico, que tem no atleta um dos mais regulares do elenco.
A fase realmente é boa. Titular absoluto da equipe, o meia tem três gols e quatro assistências no Brasileiro. "Em campo venho correspondendo, fazendo o que o técnico pede. Esquecendo o lado da arbitragem, porque a gente não precisa disso", diz Rafinha, planejando manter a distância dos cartões para estar em campo em todas as 15 partidas restantes até o fim da temporada.



