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Paranaense

Federação pune assistente que prejudicou o Paraná

Comissão de arbitragem afasta por tempo indeterminado o bandeira Amilton Pontarolo. Árbitro e outro auxiliar são preservados pela entidade

O técnico Paulo Comelli invadiu o campo para cobrar o trio de arbitragem no jogo com o Londrina | Albari Rosa/Gazeta do Povo
O técnico Paulo Comelli invadiu o campo para cobrar o trio de arbitragem no jogo com o Londrina (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

Se o Paraná pretendia ir à Federação Paranaense de Futebol (FPF) reclamar especificamente do trio de arbitragem da derrota para o Londrina (2 a 1) não precisa ir mais. Enquanto o Tricolor adiava o protesto prometido no domingo, que deve acontecer hoje, a Comissão de Arbitragem já tomou uma atitude em relação à polêmica partida.

E, segundo a avaliação da Comissão, somente o auxiliar José Amilton Pontarolo merece uma punição. Era dele o lance em que o volante paranista Agenor chutou e o goleiro Fernando defendeu, com a bola já tendo ultrapassado a linha do gol. Resultado: por algumas semanas, Pontarolo vai "descansar".

"Foi um lance muito difícil. A bola estourou no goleiro, à queima-roupa, e tive a sensação de que não entrou. Depois vi na televisão que não foi assim. Não queria prejudicar ninguém. Pena que não se pode mudar o resultado", diz o auxiliar, que encarou como natural a "geladeira".

Já o "cabeça" do trio, Selmo Pedro dos Anjos, teve a atuação bastante elogiada. "Conversando com os demais membros, nós demos para ele uma média maior que oito. Os erros que aconteceram eram lances de responsabilidade dos assistentes", declara o presidente da Comissão, Afonso Victor de Oliveira.

A mesma análise fez o juiz. Procurado pela Gazeta do Povo, Selmo afirmou: "Não eram jogadas minhas". E sobre o pênalti considerado duvidoso que assinalou para o Paraná (perdido por Lenílson), esclareceu: "O jogador do Londrina leva o braço em direção da bola, foi pênalti sim".

Sobram ainda duas discussões, sobre impedimentos anotados pelo outro assistente do jogo, Willian Bigaski Stolle, em gols do atacante Wellington Silva para o Paraná, ainda no primeiro tempo. "No primeiro ele, acertou. No outro, errou e eu já chamei a atenção", comenta Oliveira.

Em meio a tanta confusão, o Tricolor ainda reclamou de que a FPF estaria fazendo laboratório de arbitragem em seus compromissos. "A Federação que tome mais cuidado e que não escale árbitros sem experiência", falou no domingo o presidente Aurival Correia.

Caso algum representante do clube vá à Federação, ou entre em contato com a Comissão, ouvirá o seguinte: "Respeito a posição do dirigente, mas veja só, o assistente que teve o erro mais grave (Pontarolo) tem 42 anos, 10 anos apitando o Brasileiro. Estamos lançando árbitros novos e vamos continuar fazendo isso, só se adquire experiência trabalhando", anuncia Oliveira.

Durante toda a tarde de ontem Aurival Correia foi procurado pela reportagem para comentar o assunto, porém, não atendeu às ligações.

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