
Criticado por parte da diretoria do Palmeiras, o técnico Luiz Felipe Scolari admitiu nesta segunda-feira (27) que recebeu uma boa proposta para se transferir para o Besiktas, da Turquia, semana passada. Antes, havia sido sondado pelo Fluminense, pela seleção do Chile e por três clubes de Portugal. Felipão, contudo reforçou que quer permanecer no clube brasileiro, mas não sem reclamar do "fogo amigo" na diretoria.
"Tem alguns dirigentes do Palmeiras que dizem que, se eu pago a multa, posso sair. Isso me incomoda. Eles não valorizam o que é feito lá. Só se preocupam com determinado valor (seu salário), mas não veem as melhorias que estão feitas no clube. Podem ficar tranquilos: se eu sair, não vou cobrar nada do Palmeiras", criticou, sem citar nomes, em entrevista à Sportv.
Apesar da reclamação, o treinador elogiou a administração do novo presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone. "A nova direção é ótima. O novo presidente ainda está tateando. É jovem. Precisa colocar em prática alguma coisas diferentes. Estou tentando ajudá-lo naquilo que eu sei. Vim para o Palmeiras com uma ideia. Não quero ir embora. Se quisesse, teria aceitado a proposta do Besiktas, na semana passada", revelou.
Felipão admitiu ainda ter sido sondado por Celso Barros, presidente da Unimed, patrocinador do Fluminense. "Tenho amizade com o Celso Barros há muito tempo. Tive contato com ele e disse que eu estou no Palmeiras. Disse que eu tenho um projeto e é melhor não pensarem em mim", afirmou o treinador.



