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A frente do Centro de Convenções da Cidade do Cabo já está decorada para o sorteio | Gianluigi Guercia/AFP
A frente do Centro de Convenções da Cidade do Cabo já está decorada para o sorteio| Foto: Gianluigi Guercia/AFP

O apito

A Fifa pretende testar na África do Sul a inclusão de mais dois auxiliares atrás dos gols para ajudar a diminuir os lances polêmicos. A Gazeta do Povo ouviu alguns especialistas a respeito do tema. Confira:

"Vai ajudar a diminuir as polêmicas, como o gol de mão do Henry. É uma forma de minimizar os erros sem a ajuda dos recursos eletrônicos aos quais a International Board já demonstrou ser refratária. Mas é um avanço caro, que deve ficar restrito a campeonatos de maior impacto financeiro."

Renato Marsiglia, comentarista de arbitragem da Rede Globo.

"Há uma barreira grande para introduzir a tecnologia no futebol. É uma alternativa para aumentar o número de olhos humanos em cada partida, já que apenas 5% das decisões dos árbitros em um jogo são de alto grau de dificuldade e ocorrem dentro da área. Os árbitros atrás do gol ajudam aí. Os jogadores ficarão mais preocupados porque serão mais monitorados. E o desgaste para o árbitro será menor."

Jorge Rabello, presidente da Comissão de Arbitragem do Rio (COAF), estado que já testou os auxiliares atrás das traves.

"Ainda é preciso ver que poderes esses árbitros terão, se poderão intervir ou se serão fonte de informação. Se for esse o caso, será espetacular. Um benefício dessa iniciativa é que poderemos dividir melhor as tarefas, permitindo maior concentração nos lances. Quando a gente está focado no impedimento, muitas vezes não dá para perceber se uma bola entrou no gol ou não. Até porque é tudo muito rápido."

Roberto Braatz, árbitro auxiliar paranaense do quadro da Fifa.

"Será benéfico para os árbitros. A imagem de trás do gol que eles terão é a mesma das câmeras que mostram lances polêmicos. Nosso trabalho ficará menos penoso com esse novo elemento de informação. Até porque entra­mos em campo cercado por pessoas que têm a intenção de nos enganar, o que faz parte da cultura do futebol. Quanto mais olhos à disposição da arbi­­tragem, melhor. Dividem-se as tarefas, mas não a respon­­sabilidade, que continua nas costas do árbitro."

Evandro Roman, árbitro paranaense do quadro da Fifa.

"É um avanço. Um gol claramente irregular, como o do Henry, seria facilmente anulado dessa maneira. Acho interessante, mas não dá para parar por aí. Ainda defendo que a tecnologia deve ser utilizada para resolver lances mais polêmicos. O futebol está muito rápido, com uma velocidade que o olho humano muitas vezes não consegue acompanhar."

Carneiro Neto, colunista da Gazeta do Povo.

A Irlanda vai ter mesmo de se conformar em assistir ao Mundial de 2010 pela televisão. A "missão impossível" dos irlandeses, revelada na segunda-feira pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter – pediram a ele para serem incluídos como a 33.ª seleção da Copa, por causa do gol de Gallas que classificou a França na repescagem, feito depois de Henry ajeitar a bola com a mão –, foi por terra definitivamente ontem. O secretário geral da entidade, Jerome Valcke, classificou o pleito exatamente como "impossível" de ser atendido.

Assim, sem a Irlanda entre os participantes, a Fifa anuncia hoje os critérios e os cabeças de chave no sorteio dos grupos da Copa de 2010, que acontecerá na sexta, na Cidade do Cabo. A França deverá ser, inclusive, uma das oito seleções escolhidas para encabeçar uma das chaves, provavelmente ao lado de África do Sul, Brasil, Argentina, Itália, Alemanha, Inglaterra e Espanha.

Blatter tenta interferir de maneira decisiva na definição do formato para o agrupamento das seleções para o sorteio. Ele defende uma fórmula que isole as grandes potências de tal forma que se consiga evitar o risco de duas favoritas se enfrentarem já nas oitavas de final da Copa. Por isso, a definição dos cabeças de chave e a forma de dividir as demais seleções ganha importância.

Mas, por enquanto, está definido apenas que a África do Sul será a cabeça de chave do Grupo 1, para poder abrir o Mundial no dia 11 de junho, em jogo marcado para o Estádio Soccer City, em Johannesburgo. "Essa é a única certeza do sorteio", disse Valcke, deixando no ar a possibilidade de surpresa de última hora na divisão dos quatro grupos de seleções que irão compor o sorteio.

A outra certeza é que a Irlanda terá de esperar pelo menos até 2014 para jogar um Mundial. A solicitação dos irlandeses será examinada hoje, na reunião extra do Comitê Executivo da Fifa, apenas por uma questão formal. Falar da possibilidade de inchar a Copa chega a irritar Valcke. "Não podemos mudar toda a estrutura da competição. E por que não se fala em incluir a Costa Rica (reclamou da arbitragem na repescagem com o Uruguai) ou outra seleção?", questionou o dirigente.

O Comitê Executivo da Fifa, composto por 24 membros, também vai discutir – e provavelmente aprovar – a introdução de mais dois árbitros assistentes em partidas já na Copa de 2010. Outros temas do encontro são os incidentes na repescagem entre Argélia e Egito, além do escândalo das apostas no futebol europeu e do limite de idade para a participação de jogadores nos Jogos Olímpicos, que pode cair para 21 anos.

Personalidades na festa

A atriz Charlize Theron, o ex-jogador de críquete Makhaya Ntini e o ex-jogador de rúgbi John Smit, todos sul-africanos, serão estrelas da cerimônia do sorteio dos grupos da Copa, sexta-feira. O evento será marcado pela mensagem da integração racial, tanto em alguns discursos como pela presença física de alguns convidados.

Theron, ganhadora do Oscar de melhor atriz de 2004 por Mons­­ter, será a apresentadora do sorteio. Ntini e Smit participarão por serem símbolos dessa integração. Enquanto um foi o primeiro ne­­gro a defender a seleção sul-africana de críquete, o outro sagrou-se campeão mundial de rúgbi pelo país em 1995, conquista que se tornou marco do governo Nelson Mandela, iniciado um ano antes.

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Interatividade

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