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O presidente da Fifa, Joseph Blatter: surpresa na exclusão da França da lista dos cabeças de chave e decepção pela não adoção do quinteto de arbitragem | Fotos: Gianluigi Guercia/AFP
O presidente da Fifa, Joseph Blatter: surpresa na exclusão da França da lista dos cabeças de chave e decepção pela não adoção do quinteto de arbitragem| Foto: Fotos: Gianluigi Guercia/AFP

O sorteio

O Brasil costuma ter sorte nas bolinhas da Fifa. Em 2002, pegou China, Costa Rica e Turquia. Na Ale­­ma­­nha-2006, encarou Austrália, Croácia e Japão. Como será amanhã?

A divisão

Pote 1 (cabeças de chave): Brasil, Espanha, Itália, Alemanha, Argentina, Inglaterra, Holanda e África do Sul.

Pote 2 (Ásia, Oceania e América do Norte e Central): Austrália, Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Honduras, Méx ico, Estados Unidos e Nova Zelândia.

Pote 3 (África e América do Sul): Chile, Paraguai, Uruguai, Nigéria, Camarões, Costa de Marfim, Gana e Argélia.

Pote 4 (Europa): Dinamarca, França, Grécia, Sérvia, Portugal, Eslovênia, Eslováquia e Suíça.

As regras

1) Serão definidos os grupos dos cabeças de chave – a exceção é a África do Sul, que estará no 1.

2) Na sequência, uma seleção de cada pote entra em cada um dos grupos. Com duas exceções pré-determinadas antes mesmo do sorteio: sul-americanos (Chile, Uruguai e Paraguai) não entram nas chaves de Brasil e Argentina e africanos não caem no da África do Sul. Com isso, necessariamente, os brasileiros terão pela frente um africano (pote 3) e um europeu (pote 4).

3) Assim, o Brasil poderia estar, por exemplo, com França, México e Camarões. Ou, numa hipótese bem mais favorável, os adversários poderiam ser Suíça, Coreia do Norte e Argélia.

  • Distribuição das seleções nos potes para o sorteio de ama nhã, na África do Sul

Cidade do Cabo - Algoz brasileira nas Copas do Mundo de 1986 (quartas de final), 1998 (final) e 2006 (quartas novamente), a seleção francesa pode aparecer no caminho verde e amarelo já na primeira fase do Mundial da África do Sul, ano que vem. Os Azuis foram excluídos do grupo de oito cabeças de chave do torneio, cujo sorteio teve suas regras definidas ontem. A Ho­­lan­­da ficou com o seu lugar, juntando-se aos já esperados Brasil, Áfri­­ca do Sul, Ar­­gen­­tina, Espa­­nha, Inglaterra, Itália e Ale­­ma­­nha.

Apesar das negativas insistentes e mesmo irritadas do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, a posição da França no sorteio parece um castigo pela classificação para a Copa com um gol irregular na repescagem diante da Irlanda. O "rebaixamento" dos franceses agitou o que seria um enfadonho anúncio dos cabeças de chave, no Centro de Convenções da Cidade do Cabo.

Surpresos, os jornalistas franceses cobraram explicações. Val­­cke deu várias versões. Pri­­meiro, jurou que o episódio da mão de Henry no jogo contra a Irlanda não teve influência na escolha dos cabeças de chave. "Vou deixar bem claro: não influiu. Não foi uma sanção", repetiu o dirigente. Em seguida, explicou que a definição levou em conta o ranking da Fifa de outubro, que tem a França em nono lugar. Em novembro, porém, o país já subiu para sétimo.

O representante francês no sorteio, Gervais Martel, criticou a decisão. "Arrumar normas novas a dois dias do sorteio não me parece muito transparente", protestou.

A consequência mais esperada da mão de Henry, contudo, não foi confirmada pela Fifa. A adoção de mais dois assistentes não valerá para a Copa, será mantida em estudos. A única definição mais aguda deixa no ar a impressão de que pode acabar sobrando para o atacante, que vai ser "investigado" sob a acusação de "conduta flagrantemente antidesportiva". É provável que seja advertido e multado.

Transparência?

Uma declaração do diretor executivo do Comitê Organizador, Danny Jordaan, pode colocar em dúvida a transparência do sorteio dos grupos. Ele disse que o Brasil estará no Grupo B do Mundial. Logo em seguida, o secretário geral da Fifa, Jerome Valcke, ne­­gou a informação, afirmando que o destino da seleção brasileira só vai ser conhecido no sorteio.

"Já sabemos que o Brasil será o cabeça de chave B1", disse Jor­­daan aos jornalistas brasileiros, logo após a entrevista coletiva em que foram anunciadas as se­­leções que encabeçarão os oito grupos do Mundial de 2010. Ele repetiu a declaração pelo menos mais duas vezes. Ao mesmo tempo, Valcke reiterava que so­­mente o sorteio definirá o gru­­po de cada país.

Se ficar no B, a seleção vai fazer seus dois primeiros jogos em Johannesburgo – a estreia acontece no Ellis Park e a segunda partida será no Soccer City – e o terceiro acontecerá na cidade de Polo­kwane, no Estádio Peter Mokaba. Essa seria a chave preferida do técnico Dunga, por reduzir a quantidade de deslocamente –até a final, seriam mais dos jogos em Johannesburgo

Outro grupo bem visto na CBF é o E, com estreia seria em Johannes­burgo e depois jogos em Durban e Ci­­dade do Cabo.

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