
A Fifa encontrou uma maneira de evitar pelo menos temporariamente a criação de um "grupo da morte" na primeira fase da Copa do Mundo do Brasil. Ontem, em coletiva na Costa do Sauípe (BA), a entidade anunciou que não vai levar seu ranking em consideração para tirar uma seleção excedente do pote europeu (com nove representantes) para repassá-la ao dos sul-americanos e africanos, que tem uma equipe a menos.
Caso mantivesse o critério usado na definição dos cabeças de chave sua lista mensal , a França seria deslocada do pote 4 para o 2, aumentando exponencialmente a chance de se formar um grupo muito forte na primeira fase, até mesmo formado por três campeões mundiais.
O "jeitinho" adotado pela Fifa será o de sortear a seleção que será transferida de cumbuca. Ao mesmo tempo em que alivia a barra dos Bleus, esse novo método coloca no fogo outras seleções de ponta. Agora, a atual vice-campeã Holanda e as ex-campeãs Itália e Inglaterra também correm o risco de enfrentar uma concorrência pesada logo na primeira fase.
A medida poderia ainda ocasionar a criação de um grupo com três europeus, o que levou a entidade a adotar outra regra. Esse europeu sorteado para mudar de pote será redirecionado para enfrentar um dos cabeças de chave sul-americanos (Brasil, Argentina, Colômbia e Uruguai). Na prática, com os novos critérios crescem as chances de a seleção brasileira entrar em uma chave mais complicada, com dois europeus.
Na coletiva desta terça-feira, foi oficializada a divisão dos potes. No 1 estarão com as seleções cabeças de chave; no 2, as cinco equipes africanas, mais Chile, Equador e a nona seleção da Europa (após o sorteio preliminar); no 3, os times da Concacaf e da Ásia; e por fim, no 4, as nove equipes da Europa.
O sorteio das chaves terá início às 14 horas (de Brasília) de sexta-feira, na Costa do Sauípe, com apenas uma seleção com ordem pré-definida. O Brasil ocupará a primeira posição do Grupo A. A ordem das demais seleções nas chaves será decidida por sorteio.



