
Coritiba e Figueirense, que se enfrentam amanhã, às 16 horas, em Florianópolis, têm muito mais em comum do que apenas os mesmos 36 pontos tabela de classificação do Brasileiro. Campeão e vice da Série B no ano passado, Coxa e Figueira adotaram estratégias semelhantes nesta temporada. A aposta na base montada ainda em 2010 permeia a campanha de ambos no Nacional.
Apesar de alterar o comando técnico (Ney Franco por Marcelo Oliveira), o Alviverde manteve a maior parte do elenco da vitoriosa campanha na Segundona. Do time atual, apenas o zagueiro Emerson e o lateral-direito Jonas não estavam no Alto da Glória no ano passado. O mesmo acontece na equipe catarinense, que na última rodada, por exemplo, utilizou oito atletas que pertenciam ao plantel anterior.
"Nosso grande trunfo, assim como o do Coritiba, foi a manutenção da espinha dorsal", explica Chico Lins, gerente de futebol do Figueirense. Para o dirigente, a comparação com o Coxa é muito válida, com algumas exceções. "O Coritiba começou o ano avassalador [campeão paranaense e vice da Copa do Brasil] e nós não fomos tão bem, falhamos em momentos decisivos do Estadual", argumenta. Por isso, Jorginho assumiu o lugar de Márcio Goiano no comando técnico.
Outra diferença é o desempenho de ambos como mandante e visitante. Enquanto o Figueirense tem a sétima pior pontuação em casa, o Coxa é o quinto menos eficiente como forasteiro. Apesar de ter a mesma pontuação, o Furacão do Estreito pensa apenas em se manter na Primeira Divisão, ao contrário do Alviverde, que ainda projeta voos mais altos.
"São dois times que vieram da Série B e que estão fazendo campanhas boas. Espero um grande jogo, equilibrado, e que o Coritiba possa jogar tão bem quanto tem jogado, mas defina [as jogadas] de forma mais efetiva", aponta Oliveira, que conta com a vitória fora de casa para se manter na briga pela Libertadores.



