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Brasileiro

Flamengo inspira o novo Atlético

Ney Franco planeja usar no Rubro-Negro paranaense a mesma estratégia polêmica utilizada na Gávea

A Sanepar recomendou que a Rua Gilmar Ceccon, em Bocaiúva do Sul, continue fechada | Albari Rosa/GP
A Sanepar recomendou que a Rua Gilmar Ceccon, em Bocaiúva do Sul, continue fechada (Foto: Albari Rosa/GP)

Em seu primeiro trabalho técnico e tático no clube, ontem à tarde, no CT do Caju, o técnico Ney Franco fez o simples. Não mexeu no esquema tático utilizado pelo antecessor Antônio Lopes, o 4–4–2, mas promoveu uma mudança que pode ser um aceno da transformação que poderá fazer do Rubro-Negro paranaense à imagem e semelhança do que era o Rubro-Negro carioca.

Com o meio-campista Ferreira no lugar do atacante Dinei, compondo o ataque com Marcelo, pode estar surgindo aí o sistema 3–6–1. Formação tática que causou polêmica em sua temporada na Gávea. Por um lado, levou o Flamengo ao título da Copa do Brasil sobre o grande rival Vasco, no ano passado. Porém, analisado por outro prisma, foi motivo para muitos torcedores cariocas arrancarem os cabelos.

A princípio, Franco não quer estabelecer um padrão e sim procurar aos poucos a melhor forma do Furacão jogar para alcançar a recuperação no Campeonato Brasileiro. "Quero achar uma forma de jogar, e dar liberdade para os jogadores ousarem. Se vai ser 4–4–2, 3–5–2 ou 3–6–1 isso depende muito da qualidade dos atletas e da entrega dos atletas. Se eles não estiverem predispostos para exercerem suas funções nada disso adianta", disse o técnico.

Os problemas no Flamengo surgiram principalmente em função do posicionamento do meia Renato Augusto, que não se encontrava em campo no exercício da função dupla: marcar gols e armar o jogo. Ferreira, que não é atacante de ofício, pode ter o mesmo problema. Ou, em uma análise otimista, pode estar na presença de seis homens na meia-cancha a solução para um defesa atleticana mais consistente.

Intenção comprovada pela outra mudança na equipe. Saiu o meia Netinho, mais ofensivo, e entrou o volante Claiton, com características mais defensivas. A escalação do jogador seria também um indicativo de que os dois não tiveram problemas no Mengo, como chegou a ser noticiado pela imprensa.

"O Claiton no Flamengo, como qualquer outro jogador do clube, era um atleta que era titular e por opção do treinador foi para a reserva. Quando houve a troca dele pelo Cristian (do Atlético), o Claiton fazia parte normalmente do elenco. Não tivemos problemas de relacionamento", revelou o novo comandante do Furacão.

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