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Automobilismo

Fórmula 1 muda as regras, despreza regularidade e supervaloriza vitórias

A equipe Brawn, espólio da Honda, continua surpreendendo. Ontem, o inglês Jenson Button foi o mais rápido no treino em Jerez de la Frontera, na Espanha | Cristina Quicler/AFP
A equipe Brawn, espólio da Honda, continua surpreendendo. Ontem, o inglês Jenson Button foi o mais rápido no treino em Jerez de la Frontera, na Espanha (Foto: Cristina Quicler/AFP)

Paris - O campeão da Fórmula 1 em 2009 não será necessariamente o piloto que somar mais pontos nas 17 etapas da temporada. Em uma mudança histórica no regulamento da categoria, anunciada ontem, em Paris, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu que, a partir deste ano, o título irá para aquele que tiver o maior número de vitórias no campeonato, independente da pontuação.

A mudança no sistema de classificação do campeonato era uma demanda praticamente de todos os envolvidos na Fórmula 1. Mas a decisão da FIA ficou mais próxima da ideia sugerida por Bernie Ecclestone, o promotor do Mundial, que propôs um ranqueamento olímpico, com medalhas de ouro, prata e bronze, enquanto a Associação das Equipes (Fota) defendia uma nova pontuação, que valorizasse os vencedores com maior margem de pontos sobre os demais.

Pela nova e surpreendente regra, a pontuação das corridas continua sendo a mesma, com 10-8-6-5-4-3-2-1 para os oito primeiros colocados. Mas ela servirá apenas como primeiro critério de desempate, se dois pilotos terminarem com o mesmo número de vitórias no campeonato. No caso do Mundial de Construtores, no entanto, continua valendo o modelo tradicional para definir a equipe campeã.

Nesse novo sistema de classificação, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, seria o campeão da temporada passada, pois somou mais vitórias do que o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, que levou o título (seis a cinco). Além disso, outros dois pilotos do Brasil teriam conquistas diferentes: Nelson Piquet ficaria com apenas um dos seus três títulos (o de 1981) e Ayrton Senna seria tetracampeão (ganharia também em 1989).

Mas essa não foi a única novidade. Para reduzir custos, a entidade deu a opção para as equipes adotarem um teto orçamentário de 30 milhões de libras (cerca de US$ 42 milhões) a partir da temporada de 2010. E também adotou medidas para deixar a categoria mais acessível e transparente para os fãs – tanto nos autódromos quanto em casa. Para os fãs, a maior novidade será uma sessão de autógrafos no primeiro dia de treinos antes de cada GP.

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